Desmatamento
setembro 1, 2009 por Stefanie Loureiro
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Um dos influenciadores para as mudanças climáticas, fruto da ganância e do instinto destrutivo do Homem é o desmatamento. Principalmente por causa da pecuária extensiva e por madeireiros ilegais, a Amazônia vem sendo devastada.
A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui nove países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). A Amazônia brasileira compreende 3.581 km², o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2. Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.
O sistema DETER - Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou nos meses de fevereiro, março e abril de 2009, respectivamente, 143 km², 17 km² e 37 km² de desmatamentos por corte raso ou degradação progressiva na Amazônia Legal, totalizando 197 km².
A Mata Atlântica também vem sendo arrasada. Devastação atingiu 102,9 mil hectares entre 2005 e 2008; atualmente restam apenas 11,4% das áreas originais. A taxa de desmatamento da mata atlântica mantém o mesmo ritmo desde 2000. Segundo o atlas dos remanescentes feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela ONG SOS Mata Atlântica, o bioma perdeu 102.938 hectares entre 2005 e 2008, mais de 34 mil hectares por ano.
Entre 2000 e 2005, foi registrada a perda de 34.965 hectares anualmente. Os números referem-se a 10 dos 17 Estados onde há mata atlântica.
É uma área pequena (o município de São Paulo, por exemplo, tem 150.900 hectares), mas não para a mata atlântica: o bioma mais explorado do País tem hoje 11,41% dos 131 milhões de hectares que havia quando os portugueses chegaram. É nesse trecho que moram 112 milhões de brasileiros, que dependem dos serviços ambientais fornecidos pela floresta - disponibilidade de água, por exemplo. “Grande parte do que sobrou está em mãos de proprietários particulares e, neste sentido, a participação deles é importante para garantir a manutenção das áreas, especialmente das matas ciliares”, diz Marcia Hirota, coordenadora do atlas. Minas foi o Estado que apresentou a maior área desmatada nos últimos três anos: 32,7 mil ha. Ela se concentra onde a mata atlântica encontra outro bioma tipicamente brasileiro, e ameaçado, o cerrado. O mesmo acontece na Bahia, em terceiro lugar entre os Estados que mais cortaram árvores - segundo o atlas -, os baianos perderam pouco mais de 24 mil ha no período. Tão importante quanto a taxa de desmatamento é a situação do que restou. De acordo com o atlas, dos 233 mil fragmentos florestais com mais de 3 hectares existentes na mata atlântica, só 18,4 mil são maiores que 100 hectares. Ou seja, a maioria é formada por pequenas ilhas isoladas de floresta, muitas vezes completamente desconectadas umas das outras.
A fragmentação funciona como uma implosão: as árvores e os animais que se encontram naquele pedaço cruzam entre si, enfraquecendo a espécie. Além disso, essas “ilhas verdes” ficam mais expostas a pressões ambientais. “A falta de conexão causa sérios problemas, o chamado efeito de borda (agressão por fogo, veneno, sementes de capim, plantas invasoras)”, explica Mário Mantovani, diretor de mobilização da ONG. (O Estado de S. Paulo, maio de 2009)
Um dos biomas mais importantes do Brasil, o Pantanal também vem sendo arrasado principalmente pela pecuária na região Centro-Oeste do país. É um bioma constituído principalmente por savana estépica alagada em sua maior parte com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. O nome complexo vem do fato de a região ter mais de um Pantanal dentro de si. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Com quase 17% da sua vegetação original já transformada, e com uma taxa de devastação média anual de 2,3%, bastarão 45 anos para que tudo desapareça. Ou seja, as belas imagens aéreas pantaneiras poderão estar apenas em arquivos. Enquanto essa segunda área tem aproximadamente 600 mil quilômetros quadrados, a planície pantaneira propriamente dita ocupa 41% de toda a bacia, que se estende também a outros países da América do Sul. “Não adianta apenas olhar para o Pantanal. Nas áreas ao redor, mais altas, estão as nascentes dos rios que correm depois pela planície”, lembra Menezes. Quando se considera toda a área da bacia, a situação chega a ser até pior. O estudo mostrou que 45% da região já sofreu algum tipo de alteração. Além das ameaças futuras, como a de projetos que pretendem levar siderúrgicas para a região, o Pantanal está sendo morto pelas atividades em curso no seu interior.
Todo esse cenário faz parte de um delicado equilíbrio em uma balança que já começa a pender para um dos lados, e não é o mais otimista deles.
Desastres naturais
julho 29, 2009 por Stefanie Loureiro
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Faz parte do funcionamento da Terra fenômenos naturais, que vem se tornando mais frequentes e intensos, como furacões, enchentes, secas e terremotos. São comuns as notícias sobre milhares de mortos e desabrigados nessas catástrofes.
Um terremoto acontece geralmente em locais onde há o encontro de placas tectônicas, no interior da crosta. Chama-se hipocentro o local onde ocorre a fissura das placas. E chama-se epicentro o local na superfície da crosta (mais próximo do hipocentro) onde são sentidos os tremores.
Em 6 de abril de 2009 ocorreu na cidade de Áquila (Itália) um terremoto de 6,3 graus na escala Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), deixando 289 mortos e mais de 100 mil desabrigados. Milhares de monumentos e prédios históricos ficaram completamente destruídos. O Primeiro Ministro, Silvio Berlusconi, chegou a decretar estado de emergência no país.
Em abril de 2008 os paulistanos sentiram um tremor que teve seu epicentro a alguns quilômetros da costa brasileira, chegando a alcançar a 5,2º na Escala Richter, mesmo o Brasil não estar localizado em qualquer encontro de placas. O tremor aconteceu porque a placa Sul-Americana, na qual o Brasil está, é comprimida pela Placa de Nazca e pela Africana e essa pressão acaba causando fissuras na placa. Esses tremores passarão a ser cada vez mais frequentes já que as placas tectônicas estão ficando menos maleáveis, ou seja, é como se estivesse acabando a “vida útil” delas.
Um tsunami é uma onda que se forma após um maremoto (terremoto na plataforma oceânica), uma erupção de um vulcão submerso. A coluna de água deslocada, que fica em cima do epicentro, é tão grande que a oscilação da água é muito intensa e adquire uma grande velocidade. Enquanto isso acontece, o mar na praia recua em muitos metros, para ocupar a porção de água erguida pela pressão das ondas sísmicas. As ondas quebram quando encontram um lugar mais raso do que seu local de origem. Já que a tsunami é uma onde gigante, esse local raso deverá seu proporcional ao seu tamanho, quebrando no continente.
Em dezembro de 2004 aconteceu no oceano Índico um tsunami inundou várias ilhas da região. Na escala Richter o tremor que originou a onda gigante, de aproximadamente dez metros de altura, foi de 9º na Escala Richter, sendo então o maior já registrado. O número de vítimas, que era de aproximadamente 150.000, elevou-se para 220.000 quando o governo da Indonésia suspendeu as buscas por 70.000 desaparecidos e os incluiu no saldo de vítimas fatais do desastre. O número de desabrigados foi cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Os vulcões originam-se tanto no encontro das placas tectônicas quanto no interior delas. Eles entram em erupção quando a pressão dentro da crosta exercida pelo magma, que está em constante movimento, é maior do que a pressão externa.
Em 1985 na Colômbia, vinte e três mil pessoas morreram na erupção do vulcão Nevado Del Ruiz. As autoridades sabiam da tragédia dois meses antes de acontecer, porém durante esse tempo ficaram discutindo se a evacuação da cidade de Armero era federal, estadual ou municipal. A neve que estava ao redor derreteu provocando uma avalanche de 3,5 metros de altura soterrando completamente o vale onde estava localizada a cidade.
A maior erupção da história ocorreu em 1815 na Indonésia com o vulcão Tambora. O número de mortos chegou a 92 mil, sendo que dez mil morreram no momento da erupção e os outros 82 mil morreram de fome após a desgraça. Foi possível ouvir o barulho da erupção a 1.600km de distância do local.
Os furacões são fenômenos climáticos (ciclones) caracterizados pela formação de um sistema de baixa-pressão. Formam-se, geralmente, em regiões tropicais do planeta. São eles os responsáveis pelo transporte do calor da região equatorial para as latitudes mais altas.
Em agosto de 2005 o furacão Katrina arrasou a cidade de Nova Orleans (EUA) inundando cerca de 80% do seu território. O número de mortos foi maior que mil, pelo menos 253.000 pessoas estão em alojamentos em 18 estados e Washington, segundo o departamento de Segurança Interna. Mas os relatórios são divergentes: apenas o estado da Louisiana afirma ter 110.000 pessoas desabrigadas. Mais de um milhão de habitantes da Louisiana podem ter sido desabrigados pela tragédia. 400.000 famílias se apresentaram à Agência Federal de socorro de emergência para exigir assistência, informou nesta quinta-feira o presidente George W. Bush. (UOL, setembro de 2005). A tempestade deve ser a catástrofe natural mais cara da história dos EUA, com os danos estimados entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões. Foi o maior desastre dos EUA nos últimos 100 anos (VEJA, agosto de 2005).
Intensificadas pela ação do Homem, as enchentes são muito comuns nas grandes cidades devido ao acúmulo de lixo nos esgotos, à diminuição da capacidade de absorção de água da terra por causa do asfalto, entre outros fatores. Além de mortos, desabrigados, as enchentes aumentam o número de pessoas infectadas por doenças como leptospirose, hepatite e gripe.
Em novembro de 2008, cerca de 60 cidades e 1,5 milhão de pessoas de Santa Catarina foram afetadas houve uma das maiores enchentes da história do Brasil. O número de mortos foi de 135, 19 desaparecidos, em todo o Estado são mais de 78 mil desabrigados ou desalojados. São 27.410 desabrigados - pessoas que tiveram que sair de suas casas e precisam da ajuda do Estado. Os desalojados chegam a 51.297 - são pessoas que foram obrigadas a sair de suas casas por conta dos danos das chuvas, mas que podem ir para casas de parentes ou amigos. (O Estado de S. Paulo, novembro de 2008)
No dia 25 de novembro o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, declarou estado de calamidade pública. Um dos lugares mais afetados foi o Vale do Itajaí, onde o nível da água chegou a subir mais de 11 metros acima do normal. Os terrenos que receberam chuva equivalente a mil litros de água por m², vão demorar pelo menos seis meses para se estabilizar. Enquanto isso, o solo permanecerá instável e sujeito a novos deslizamentos.
O Governo brasileiro liberou cerca R$1,6 bilhão para atender os lugares afetados pelas enchentes. A Embaixada Americana, em São Paulo, mandou U$ 50 mil, sendo esse dinheiro será destinado à compra de suprimentos de emergência e à prestação de auxílio em reparos básicos nas residências das famílias mais atingidas. O governo alemão doou €200 mil às vítimas. O Ministério das Relações Exteriores do país informou que, os recursos serão destinados para a compra de barracas, alimentos, colchões, cobertores e água potável. Várias empresas e cidadãos do país mandaram alimentos, roupas e cobertores para o Santa Catarina, porém grande parte das doações foi desviada e nunca chegou aos necessitados.
Desgraça semelhante aconteceu em maio de 2009, no Nordeste, onde milhares de pessoas perderam suas casas por causa das chuvas, intesificadas por causa do fenômeno La Niña. Até junho o número de mortos era igual a 44. O Maranhão é o Estado mais com o maior número de municípios atingidos, com 95. Quase metade dos municípios maranhenses decretaram estado de emergência e, segundo dados de algumas Secretarias de Saúde Municipais, o número de doenças relacionadas às enchentes triplicou em alguns casos. Até o vigésimo primeiro dia de chuvas, o estado só havia recebido duas cestas básicas. De acordo com o superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Saúde Estadual, Henrique dos Santos, já foram confirmados casos de pessoas com leptospirose, hepatite A, dermatoses, diarreia, gripe, amigdalite e conjuntivite (O Estado de S. Paulo, junho de 2009).
Mas infelizmente não vemos uma mobilização social como a de Santa Catarina, ou grande atenção da mídia como no acidente com o avião da Air France, ocorrido em junho do mesmo ano.
A seca sempre fez parte do cenário brasileiro, que pode ser explicado pelo relevo brasileiro e por massas de ar. No Nordeste, de acordo com registros históricos, o fenômeno aparece com intervalos próximos a dez anos, podendo se prolongar por períodos de três, quatro e, excepcionalmente, até cinco anos. As secas são conhecidas, no Brasil, desde o século XVI. A seca se manifesta com intensidades diferentes. Depende do índice de precipitações pluviométricas. Quando há uma deficiência acentuada na quantidade de chuvas no ano, inferior ao mínimo do que necessitam as plantações, a seca é absoluta. Em outros casos, quando as chuvas são suficientes apenas para cobrir de folhas a caatinga e acumular um pouco de água nos barreiros e açudes, mas não permitem o desenvolvimento normal dos plantios agrícolas, dá-se a seca verde.
Essas variações climáticas prejudicam o crescimento das plantações e acabam provocando um sério problema social, uma vez que expressivo contingente de pessoas que habita a região vive, verdadeiramente, em situação de extrema pobreza.
A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns externos à região (como o processo de circulação dos ventos e as correntes marinhas, que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo a formação de chuvas em determinados locais), e de outros internos (como a vegetação pouco robusta, a topografia e a alta refletividade do solo). ( Segundo a Fundação Joaquim Nabuco). O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino. Segundo o climatólogo do INPE (Instituo Nacional de Pesquisa Espacial) o que estamos observando nos últimos anos no Brasil é um padrão de secas e chuvas mais intensas.
Por outro lado, esquece-se que o solo do nordeste é fértil (por causa de sua profundidade), mas por causa da seca e da falta de acesso à tecnologia, não é possível fazer uso dessa terra. Mesmo porque, o que prometeriam os políticos em seus discursos eleitoreiros se a seca e a fome fossem resolvidas?
Enquanto alguns desastres naturais podem ser amenizados, outros não podem ser impedidos. O Homem tem que aprendar a se proteger desses fenômenos e também se lembrar que o agravamento deles deve-se em grande parte à ação da sociedade humana.
Aquecimento Global
julho 20, 2009 por Stefanie Loureiro
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Há anos cientistas sabem dos impactos que a sociedade humana trouxe para o meio ambiente. Porém apenas recentemente esses conhecimentos foram apresentados para os cidadãos comuns de todo o planeta e acabaram se tornando uma preocupação de todos, principalmente depois do filme do vencedor do Prêmio Nobel Al Gore “Uma Verdade Inconveniente”.
Mas o que é exatamente o Aquecimento Global?
Para responder a essa perguntar, é necessário entender o que é o efeito estufa. O efeito estufa é um processo natural, e consiste no fato de reter parte das radiações solares que incidem no planeta. Sem esse fenômeno a temperatura média seria de – 18⁰C, tornando o planeta inabitável. Os principais gases estufa são o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o vapor d’água. O mais nocivo dentre esses é o metano, embora em menor quantidade, sendo a maior fonte de emissão a pecuária. O que vem acontecendo é o agravamento do efeito estufa através das atividades do ser humano, havendo também possibilidade de ser um ciclo natural do planeta, causando o aquecimento global.

Segundo o maior órgão mundial responsável por estudos sobre o assunto, o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), as consequências do aquecimento global são catastróficas. A previsão é de que em 100 anos, a temperatura média aumentará em 8⁰C. Com isso haverá o derretimento das calotas polares e das eternas geleiras como as do Kilimanjaro, na África, (que já diminui) o que implicará no aumento do nível do mar por volta de 1 metro, avançando em 25 metros em direção ao continente. Certamente que cidades como Veneza, Amsterdam, Pequim e Nova York terão partes submersas, isso se não desaparecerem por completo. Um exemplo dos dias atuais é o lago do Chade, na África, que praticamente já desapareceu. Em 2008, suas dimensões eram de cerca de 30 km por 40 km onde desaguavam o Rio Cahri e o Rio Logone. Cobria então menos de 10% da área dos anos 60.

O gelo ártico já diminui 40% nos últimos 40 anos, e em 2040 não haverá mais Antártica.
Outro fato é que com aumento da temperatura, a evaporação da água será ainda mais rápida, agravará o processo, lembrando que o vapor d’água é um gás estufa. Além disso, as secas serão ainda mais intensas, evaporando o pouco de água que resta nesses lugares. Haverá ainda, devido ao aumento da concentração de CO₂ na atmosfera, o aumento da acidez dos mares, o acaba matando os recifes de corais, como já está acontecendo na Austrália.

Em se tratando de saúde, o número de pessoas com câncer, principalmente de pele, aumentará consideravelmente. Isso acontecerá já que o buraco na camada de ozônio, a parcela de raios ultravioleta que incidem na Terra será muito maior. Com as enchentes, doenças como leptospirose, malaria e dengue infectarão muito mais.
A diversidade da fauna irá diminuir drasticamente. Ursos polares já foram encontrados mortos por afogamento e exaustão, já que não encontram mais as plataformas de gelo para descansarem. Com os corais destruídos, os peixes que deles dependem irão desaparecer, assim como seus predadores, entrando em um ciclo vicioso de desequilíbrio.
O Aquecimento Global ainda cria um dilema econômico. Ignorar esse problema custará à humanidade cerca de 20% do PIB mundial, lembrando que 1% equivale a cerca de U$ 600 bilhões. Por outro lado, reduzir drasticamente as emissões dos gases estufa, como o CO₂ emitido por indústrias, implicará no encarecimento dos produtos e uma retração na economia. O custo adequações ambientais de uma indústria acabam se tornando mais caro do que adquirir a indústria em si. A União Europeia aprovou uma cota para emissões de CO₂ dos carros. O limite de emissões de CO₂ para os automóveis novos matriculados na UE a fim de atingir o objetivo médio de 130 g de CO₂/km. O limite de emissões é calculado em função da massa do veículo. O nível de emissões de CO2 é medido de acordo com o Regulamento (CE) n.° 715/2007 relativo à homologação de veículos no que respeita às suas emissões. O valor-limite de emissões não é aplicável a cada veículo individualmente, mas sim à média de todos os veículos concebidos por um fabricante registado na UE num ano. O grande debate deu-se pelo fato de os fabricantes alegarem encarecimento da produção e como isso afetaria o consumidor.�
Há de se notar que cada vez mais pessoas passarão a fazer do aquecimento global um negócio, como vender taxas de carbono para se ter o selo de carbono neutro. Cada habitante do planeta emite por ano cerca de sete toneladas de CO₂, e para neutralizar esse efeito seria necessário plantar cerca de 39 árvores. Porém, as emissões de dióxido de carbono têm efeito acumulativo, ou seja, para cada nova tonelada emitida, serão necessárias mais árvores. Mas o nível de poluição em que nos encontramos é tão elevado que, nem se fossem tiradas todas as cidades do mundo e em seus lugares fossem plantadas árvores, seria impossível neutralizar todo o dióxido de carbono necessário. Infelizmente, se o Homem zerasse hoje suas emissões de CO₂ demoraria mais de 100 anos para fazer efeito.
Dentro desse cenário, temos apenas a certeza de a Natureza tentará restabelecer o equilíbrio como sempre fez, e com isso esperar por novos desastres naturais, como enchentes, furacões e secas. Além daqueles que acontecem normalmente como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas.
















