Ígor Stravinski
agosto 24, 2009 por giovanni
Arquivado em música clássica
Ígor Fiódorovitch Stravinski — em russo: И́горь Фёдорович Страви́нский — (Oranienbaum, 17 de Junho de 1882 – Nova York, 6 de Abril de 1971) foi um compositor, pianista e maestrorusso, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX. Foi o arquétipo do russo cosmopolita, escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do século. Além do reconhecimento que obteve pelas suas composições, ficou ainda famoso como pianista e maestro, estando nessa condição muitas vezes na estreias das suas obras. 
A carreira de compositor de Stravinski foi notável pela sua diversidade estilística. Inicialmente adquiriu fama internacional com três ballets encomendados pelo empresário Sergei Diaghilev e executados pelos Ballets Russes de Diaghilev: L’Oiseau de feu (”O Pássaro de Fogo”) (1910), Petrushka (1911/1947), e Le Sacre du printemps ( “A Sagração da Primavera” (1913). A Sagração, cuja estreia provocou um motim, transformou o modo de pensamento dos compositores posteriores acerca da estrutura rítmica, e foi largamente responsável pela reputação duradoura de Stravinski enquanto revolucionário musical, forçando as fronteiras do design musical.
Após esta fase inicial russa, Stravinski virou-se para o neoclassicismo na década de 1920. As obras deste período tendem a utilizar as formas musicais tradicionais (concerto grosso, fuga, sinfonia), frequentemente disfarçadas com um veio de emoção intensa sob uma aparência superficial de distanciamento ou austeridade, muitas vezes prestando tributo à música de mestres anteriores, como J.S. Bach e Tchaikovsky.
Nos anos 1950 adoptou os procedimentos do serialismo, utilizando as novas técnicas ao longo dos seus últimos vinte anos. As composições de Stravinski deste período têm pontos em comum com toda a sua produção anterior: energia rítmica, a construção de ideias melódicas desenvolvidas a partir de algumas células de duas ou três notas, e clareza de forma, instrumentação e expressão vocal.
Também publicou vários livros ao logo da sua carreira, quase sempre com a ajuda de um colaborador, por vezes não nomeado. Na sua autobiografia de 1936, Chronicles of My Life, escrita com a ajuda de Walter Nouvel, Stravinski incluiu a sua famosa declaração de que a “música é, pela sua própria natureza, essencialmente impotente para expressar seja o que for.” Com Alexis Roland-Manuel e Pierre Souvtchinsky escreveu as suas Charles Eliot Norton Lectures (Harvard University,1939–40 ), que foram feitas em francês e mais tarde coligidas sob o título Poétique musicale em 1942 (traduzidas para o inglês em 1947 como Poetics of Music). Muitas entrevistas nas quais o compositor conversou com Robert Craft foram publicadas como Conversations with Igor Stravinsky. Colaboraram ainda em mais cinco volumes adicionais durante a década seguinte.
Biografia:
Stravinski nasceu em Oranienbaum (renomeada como Lomonosov em 1948), na Rússia, e cresceu em São Petersburgo. A sua infância, como ele recorda na sua autobiografia, foi problemática: “Nunca conheci ninguém que tivesse verdadeira afeição por mim.” O seu pai, Fyodor Stravinski, foi baixo no Teatro Mariinski em São Petersburgo, e o jovem Stravinski começou por ter lições de piano, estudando mais tarde teoria musical e fazendo algumas tentativas de composição. Em 1890, Stravinski viu uma execução do ballet de Tchaikovsky, A Bela Adormecida no Teatro Mariinsky; a execução, o seu primeiro contacto com uma orquestra, fascinou-o. Aos quatorze anos dominava o Concerto para Piano em G menor de Mendelssohn e, no ano seguinte, finalizou uma redução para piano de um dos quartetos de cordas de Alexabnder Glazunov.
Apesar do seu entusiasmo pela música, os seus pais esperavam que se tornasse advogado. Stravinski inscreveu-se para estudar Direito na Universidade de São Petersburgo em 1901, mas essa não era a sua vocação, assistindo a menos de cinquenta aulas em quatro anos. Quando o pai morreu em 1902, Stravinski já tinha começado a dedicar mais tempo aos estudos musicais. Devido ao encesrramento da universidade na Primavera de 1905, no balanço do Domingo Sangrento, Stravinski foi impedido de terminar o curso, e recebeu apenas um diploma de meio-curso, em Abril de 1906. Após essa altura, concentrou-se na música. Por concelho de Nikolai Rimsky-Korsakov, provavelmente o compositor russo mais importante do seu tempo, decidiu não entrar no Conservatório de São Petersburgo; em vez disso, em 1905, começou a ter como tutor privado, duas vezes por semana, Rimsky-Korsakov, que se tornou como um segundo pai para ele.
Em 1905 ficou noivo da sua prima Katerina Nossenko, a qual conhecia desde a tenra infância. Casaram a 23 de Janeiro de 1906, e os seus primeiros dois filhos, Fyodor e Ludmilla, nasceram em 1907 e 1908 respectivamente.
Em 1909, o seu Feu d’artifice (Fogo de artifício), foi executado em São Petersburgo, estando presente Sergei Diaghilev, o director dos Ballets Russes em Paris. Diaghilev ficou impressionado o suficiente para encarregar Stravinski de levar a cabo algumas orquestrações, e compor uma partitura completa de ballet, L’Oiseau de feu (”O Pássaro de Fogo”).
Suíça
Stravinski viajou para Paris em 1910 para assistir à estreia d’ O Pássaro de Fogo. A sua família juntou-se-lhe em breve, decidindo permanecer no Ocidente por algum tempo. Mudou-se para a Suíça, onde viveu até 1920 em Clarens e Lausana. Durante este tempo compôs mais três obras para os Ballets Russes—Petrushka (1911), escrita em Lausana, e Le Sacre du printemps (”A Sagração da Primavera”) (1913) e Pulcinella, ambas escritas em Clarens.
Enquanto os Stravinskis estavam na Suíça, o seu segundo filho, Soulima (que mais tarde se tornaria um compositor menor), nasceu em 1910; e a sua segunda filha, Maria Milena, nasceu em 1913. Durante esta última gravidez, descobriu-se que Katerina tinha tuberculose, e ela foi colocada num sanatório suíço para ficar isolada. Após um breve retorno à Rússia em Julho de 1914 com o fim de recolher material de pesquisa para Les Noces, Stravinski deixou a sua terra natal e retornou à Suíça logo antes do início da I Guerra Mundial ter causado o encerramento das fronteiras. Stravinski não retornaria à Rússia por quase cinquenta anos, sendo um dos poucos representantes da comunidade Ortodoxa Oriental ou Russa vivendo na Suíça nessa altura, e é recordado nessa condição na Suíça até hoje em dia.
Stravinski tinha uma significativa relação artística com o filantropo suíço Wener Reinhart. Aproximou-se de Reinhart para obter assistência financeira quando escrevia Histoire du soldat (A História do Soldado). A primeira execução foi conduzida por Ernest Ansermet a 28 de Septembro de 1918, no Teatro Municipal de Lausana. Werner Reinhart patrocinou-o e subscreveu em grande parte esta execução. Como prova de gratidão, Stravinski dedicou a obra a Reinhart, e inclusivamente ofereceu-lhe o manuscrito original. Reinhart continuou a apoiar o trabalho de Stravinski em 1919, financiando uma série de concertos da sua mais recente música de câmara. Estes incluíam uma suíte de cinco números d’ A História do Soldado, arranjadas para clarinete, violino, e piano - um piscar de olho a Reinhart, que era um excelente clarinetista amador. A suíte foi executada pela primeira vez a 8 de Novembro de 1919, em Lausana, muito antes da suíte mais conhecida para os sete instrumentos originais estar largamente difundida. Como gratidão pelo apoio continuado de Reinhart, Stravinski dedicou a sua Três Peças para Clarinete (composta em Outubro-Novembro de 1918) a Reinhart. Mais tarde Reinhart fundou uma biblioteca musical Stravinskiana na sua casa de Winterthur.
Stravinski mudou-se para a França em 1920, onde iniciou uma relação musical e de negócios com o fabricante de pianos francês Pleyel. Pleyel essencialmente actuava como seu agente recolhendo royalties mecânicas pelos seus trabalhos, e em retorno atribuia-lhe um rendimento mensal e um espaço de estúdio no qual ele podia trabalhar e receber amigos e conhecimentos de negócios.
Stravinski também arranjou (e em certa medida recompôs) muitas dos seus trabalhos iniciais para serem usados na Pleyela, a marca de pianolas de Pleyel. Stravinski fe-lo de uma maneira que utilizou ttalmente as 88 notas do piano, não olhando ao número ou envergadura das mãos e dedos humanos. Estes rolos não eram gravados, mas antes marcados a partir de uma combinação de fragmentos de manuscritos e notas escritas à mão pelo músico francês, Jacques Larmanjat (director musical do departamento de rolos de Pleyel). Stravinski mais tarde alegou que a sua intenção era dar aos ouvintes uma versão final das execuções da sua música, mas como os rolos não eram gravações, era difícil avaliar quão eficaz esta intenção poderia ser na prática. Enquanto que muitas dessas obras são agora parte do reportório habitual, naquela altura muitas orquestras achavam a sua música acima das suas capacidades e indecifrável. As composições mais importantes publicadas nos rolos do piano da Pleyela incluiam A Sagração da Primavera, Petrushka, O Pássaro de Fogo, Les Noces e Canção do Rouxinol. Durante os anos 1920 Stravinski também gravou rolos Duo-Art para a Aeolian Company tanto em Londres como em Nova Iorque, dos quais nem todos sobreviveram até aos dias de hoje.
Após uma curta estadia perto de Paris, Stravinski mudou-se com a sua família para o sul da França. Regressou a Paris em 1934, passando a residir na rua Faubourg-St.Honoré. Stravinski recordaria depois esta como a sua última e mais infeliz residência europeia; a tuberculose da sua mulher infectou a sua filha mais velha, Ludmila, e o próprio Stravinski. Ludmila morreu em 1938, e Katerina no ano seguinte. Stravinski passou cinco meses no hospital, durante os quais a sua mãe também morreu.
Embora o seu casamento com Katerina tivesse durado 33 anos, o verdadeiro amor da sua vida, e mais tarde a sua companheira até à sua morte, foi a mulher que se tornou sua segunda mulher, Vera de Bosset(1888-1982). Quando Stravinski conheceu Vera em Paris em Fevereiro de 1921, ela era casada com o desenhador e pintor de cenários Serge Sudeikin, mas rapidamente começaram um affair que a levou a deixar o marido. Desde então até à morte de Katerina por cancro em 1939, Stravinski levou uma vida dupla, passando algum tempo com a sua primeira família e o resto com Vera. Katerina rapidamente soube da relação e aceitou-a como inevitável e permanente.
Durante os últimos anos em Paris, Stravinski desenvolveu relações profissionais com pessoas em lugares chave nos Estados Unidos; Já estava então a trabalhar na sua Sinfonia em C para a Orquestra Sinfónica de Chicago, e concordou em dar conferências em Harvard durante o ano académico de 1939-40. Quando a II Guerra Mundial eclodiu em Setembro de 1939, Stravinski mudou-se para os Estados Unidos. Vera seguiu-o no início do ano seguinte e eles casaram-se em Bedfort, MA, EUA, a 9 de Março de 1940.
Stravinski estabeleceu-se na área de Los Angeles (1260 North Wetherly Drive, West Hollywood) onde passou mais tempo como residente que em qualquer outra cidade durante a sua vida. Tornou-se um cidadão naturalizado em 1946. Stravinski tinha-se adaptado à vida em França, mas mudar-se para a América aos 58 anos era uma perspectiva muito diferente. Durante algum tempo, conservou um círculo de amigos e contactos russos emigrés, mas eventualmente descobriu que isto não sustentava a sua vida intelectual e profissional. Foi arrastado para a crescente vida cultural de Los Angeles, especialmente durante a II Guerra Mundial, quando tantos escritores, músicos, compositores, e maestros estabelecidos na área; estes incluíam Otto Klemperer, ThomasMann, Franz Werfel, George Balanchine e Arthur Rubinstein. Vivia relativamente perto de Arnold Schoenberg, embora não tivesse uma relação próxima com ele. Bernard Holland assinala que Stravinski era especialmente apreciador dos escritores britânicos que muitas vezes o visitavam em Beverly Hills, “como W. H. Auden, Christopher Isherwood, Dylan Thomas (que compartilhava o gosto do compositor por pessoas de espírito endurecido) e, especialmente, Aldous Huxley, com o qual Stravinski falava em francês.” Estabeleceu a sua vida em Los Angeles, e por vezes conduziu concertos com a Orquestra Filarmonica de Los Angeles no famoso Hollywood Bowl, e também através dos EUA. Quando planeou escrever uma ópera com W. H. Auden, a necessidade de adquirir maior familiaridade com o mundo anglófono coincidiu com o seu encontro com o maestro e musicólogo Robert Craft. Craft viveu com Stravinski até a morte do compositor, actuando como intérprete, cronista, maestro assistente e factotum em incontáveis tarefas sociais e musicais.
A 15 de Abril de 1940, o excêntrico sétimo acorde maior de Stravinski no seu arranjo da The Star-Spangled Banner levou à sua prisão pela polícia de Boston por violar a lei federal que proibia a rearmonização do Hino Nacional.
Em 1959, Stravinski recebeu o Sonnig Award, a mais alta honra musical da Dinamarca. Em 1962 aceitou um convite para regressar a Leninegrado (hoje São Petersburgo) para uma série de concertos. Teve uma conversa de mais de duas horas com o líder soviético Nikita Khrushchev, que o instou a retornar à União Soviética. Apesar do convite, Stravinski continuou estabelecido no Ocidente.
Em 1969 mudou-se para Nova York, passando os seus últimos anos na Essex House. Dois anos depois, com a idade de 88 anos, morreu em Nova Iorque e foi enterrado em Venesa na ilha cemitério de San Michele. A sua sepultura está próxima do túmulo do seu colabor de longa data, Sergei Diaghilev. A vida profissional de Stravinski havia compreeendido a maior parte do século XX, incluindo muitos dos estilos musicais clássicos modernos, e influenciou compositores tanto durante como após a sua vida. Tem uma estrela na Calçada da Fama em 6340 Hollywood Boulevard, e recebeu postumamente o Grammy Award por Lifetime Achievement em 1987.
Personalidade
Stravinski exibiu um desejo inexaurível de explorar e aprender sobre arte, literatura e vida. Este desejo manifestou-se um muitas das suas colaborações em Paris. Não só foi o principal compositor para os Ballets Russes de Sergei Diaghilev, como ainda colaborou com Pablo Picasso, (1920), Jean Cocteau (Oedipus Rex, 1927) e George Balanchine (Apollon musagète, 1928). Os seus gostos em literatura foram vastos, e reflectiram o seu desejo constante por novas descobertas. Os textos e fontes literárias para o seu trabalho começaram com um período de interesse no folclore russo, progredindo para autores clássicos e para a liturgia latina, e continuou para a França contemporânea (André Gide, em Persephone) e eventualmente a literatura inglesa, incluindo Auden, T. S. Eliot e poesia inglesa medieval. No final da sua vida, encenou as escrituras hebraicas em Abraão e Isaac.
Os patronos estavam sempre por perto. No início dos anos 1920, Leopold Stokowski deu apoio regular a Stravinski sob a capa de “benfeitor” usando um pseudónimo. O compositot era também capaz de atrair encomendas: muito do seu trabalho depois d’ O Pássaro de Fogo foi escrito para ocasiões específicas e foi pago generosamente.
Stravinski demonstrou ser adepto de desempenhar o papel de “homem do mundo”, adquirindo um instinto aguçado em matéria de negócios, e parecendo à vontade e confortável em muitas das maiores cidades do mundo. Paris, Venesa, Berlim, Londres, Amisterdã e Nova York foram todas anfitriãs de aparições bem sucedidas do pianista e maestro. Muitas das pessoas que o conheciam de um modo ligado às suas exibições referiram-no como educado, cortês e atencioso. Por exemplo, Otto Klemperer, que conhecia bem Arnold Schoenberg, disse que sempre tinha achado Stravinski muito cooperativo e fácil de lidar. Ao mesmo tempo, tinha um assinalado desprezo por aqueles que ele percebia como seus inferiores sociais: Robert Craft ficava embaraçado pelo seu hábito de bater num copo com um garfo e chamar à atenção em voz alta em restaurantes.
Embora fosse um notório cortejador (que era tinha rumor de ter affairs com parceiras de alto nível como Coco Chanel, Stravinski era também um homem da família, que dedicava uma quantidade considerável do seu tempo e proveito aos seus filhos e filhas.
Stravinski foi também um membro devoto da Igreja Ortodoxa Russa durante toda a sua vida, comentando certa vez, “A música louva Deus. A música é tão bem ou melhor capaz de louva-Lo que o edifício da igreja e toda a sua decoração; é o maior ornamento da Igreja.”
Veja abaixo o próprio Stravinski conduzindo “O Pássaro de Fogo”:
Como executar uma composição
julho 19, 2009 por alma_branca
Arquivado em música clássica
A importância do tempo em uma composição
Para que seja mantida a essência de uma composição o intérprete deve seguir à risca o que a partitura define. Manter as características e a cadência designada é vital para que sejam sorvidas as emoções e a plasticidade desejadas pelo compositor. É evidente que, ao executar uma música não devemos realizar alterações no que tange à harmonia das notas. O mesmo ocorre com o tempo determinado pelo compositor.
Quando executamos uma obra, devemos obedecer ao tempo escolhido na composição. O tempo define qual é a cadência desejada para a execução da melodia. Alguns exemplos de tempo são: presto, allegro, allegretto, andantino, adagio-vivace, larghetto, largo e etc. Ao escolher o tempo o compositor define qual será a velocidade da execução. Se o tempo escolhido for prestíssimo, por exemplo, a música deverá ser mais rápida. E, de maneira contrária, se o tempo selecionado for adágio, a melodia será executada mais lentamente.
Mas aqui nos deparamos com um dilema. O que pode ser considerado rápido para um interprete pode não o ser para outro. É aí que devemos contar com a perícia e o bom senso do músico, para que a melodia seja interpretada da melhor forma possível. Também, existe a possibilidade do compositor determinar as pulsações por minutos. Esse recurso é utilizado para que o tempo seja mais facilmente cumprido.
O compositor pode determinar que a execução da música seja de 120 pulsações por minutos, por exemplo. Assim temos uma marcação muito mais sistemática e exata. A pulsação nada mais é do que a ocorrência regular do ritmo no tempo um após outro, é a pulsação em intervalos determinados e constantes. Porém, vale ressaltar que o interprete cumpre essa determinação de maneira empírica, e da melhor forma possível. Não somos máquinas para termos essa exatidão, e é exatamente isso que torna a música erudita tão maravilhosa.
















