Felicidade
agosto 5, 2009 por aurea
Arquivado em qualidade de vida
O ser humano vive em constante busca pela felicidade, ainda que a sua definição seja um tanto quanto controversa.
O que é felicidade para uma pessoa pode não ser para outra, de modo que há de se considerar o local onde se vive, a época, a cultura predominante, os valores estabelecidos, entre outras questões circunstanciais.
Alguns acreditam que felicidade não existe, pois o que há na vida são momentos felizes. Certamente seria utópico pensarmos em uma vida inteira de felicidade, mesmo que se usufruindo de uma situação abastada, pois os bens materiais não garantem a plena felicidade. Aliás, vemos muitas pessoas com perfeitas condições e oportunidades para serem felizes, porém sem a menor satisfação ou alegria de viver. Da mesma forma, podemos constatar a existência de pessoas de origem humilde, sobrevivendo com o mínimo e que, no entanto, transbordam de alegria pelo simples fato de estarem vivas e em condições de sonhar e lutar por uma vida melhor. Algumas vezes nos chocamos ao conhecermos pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência ou alguma doença grave e que, ainda assim, conseguem ser exemplos de força e fé, superando obstáculos inimagináveis.
Algumas religiões defendem que a felicidade não é um objetivo em si, um destino, e sim a viagem, o percurso em busca da mesma. O simples fato de se estar vivo já é um evento feliz, pois encerra em si infinitas possibilidades de buscas e realizações.
Nosso passado, nossa história é naturalmente o alicerce do que construímos no decorrer dos anos. É o pano de fundo do que temos no presente, sem nem mesmo nos darmos conta em alguns momentos. Muitas pessoas vivem de forma infeliz por conta de inúmeras cicatrizes trazidas de outros tempos, como: sentimentos de menos valia, frustrações, mágoas, rejeições e uma série de episódios desastrosos.
É importante pararmos e refletirmos sobre nossas experiências vividas, entendendo que o mais significativo não é o que de fato nos aconteceu, mas sim o que fizemos com o que nos aconteceu. Tudo passa pela nossa leitura interior sobre a realidade que nos cerca. Um mesmo episódio tem peso diferente para as pessoas, já que cada um enxerga pela sua ótica, reagindo diferentemente aos fatos. A forma como reagimos está no nosso campo de decisão, enquanto que as situações passadas estavam na maioria das vezes fora do nosso controle.
Alguns conseguem a façanha de não permitir que certos fatos passados interfiram no presente, de forma a comprometer a qualidade vida, o que certamente não é o caso da maioria. O mais comum é notarmos que as pessoas sofrem pelo simples fato de não terem tido a oportunidade de aprenderem a gostar de si mesmas. Quem de nós teve o privilégio de ter uma educação que envolvesse questões voltadas para a auto-estima e a possibilidade de se enxergar como alguém capaz de se aceitar com seus pontos fortes e fracos. Ninguém nos ensinou a gostar de nós mesmos, e isso gera nas pessoas uma ausência de si mesmas e a necessidade de buscar no outro a satisfação de seus desejos e necessidades.
Acabamos colocando sobre os ombros do outro a responsabilidade por nos fazerem felizes, muitas vezes massacrando e torturando o outro, o que é completamente injusto. Isso quando não buscamos a compensação na comida, em vícios ou coisas parecidas. É como se houvesse um grande vazio interior a ser preenchido, algo que grita e busca desesperadamente pela completude.
A velha crença que diz a respeito de buscarmos no outro “a metade da laranja” já traz a conotação negativa de que não somos inteiros, pois valemos metade, e que sempre dependeremos de alguém que nos complete. O correto seria termos duas pessoas inteiras, convivendo e usufruindo do prazer da companhia do outro, sem qualquer tipo de dependência.
Buscar na vida a dois, no casamento, uma correção de rota para a própria vida é um grande erro, pois nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos, já que ambos partem para o relacionamento com várias expectativas que nem sempre o outro tem conhecimento. E o que acontece quando temos expectativas não atendidas? Os sonhos se desmoronam e o que deveria ser uma doce experiência de compartilhar momentos, torna-se um pesadelo cheio de dores, mágoas e decepções.
Fritz Perls escreveu a Oração da Gestalt, que de forma simples e objetiva nos mostra como seria mais fácil viver se a praticássemos:
“Eu sou eu. Você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. Eu não vim a este mundo para viver de acordo com as suas expectativas e você não veio para viver de acordo com as minhas. Se por acaso nos encontrarmos, será lindo. Se não, nada há a fazer.”
Na medida em que se tem na infância um ambiente familiar com falta de apoio e da sensação de ser querido, somado a situações de constrangimentos na vida escolar (o que é bastante comum) temos o cenário perfeito para o desenvolvimento de uma pessoa com baixa auto-estima. Isso geralmente leva a um sofrimento interior bem intenso e que, muitas vezes, nem se tem consciência. Como resultado, a pessoa não se sente bem consigo mesma, culpa-se com muita freqüência, apresenta dificuldades de relacionamento e sofre com pequenas coisas que não deveria se importar, pois tornou-se sensível a tudo que possa desqualificá-la mais do que já se sente inferiorizada. Ou seja, a vida vira um verdadeiro inferno, pois os sentimentos negativos acabam predominando e trazendo a “comprovação” da incapacidade de construir a própria felicidade.
Chatear-se porque alguém não gostou de algo que fizemos ou dissemos é normal, pois é muito mais prazeroso viver de forma harmoniosa com os que nos cercam. Porém, infelizmente é impossível agradarmos a todos o tempo inteiro. Viver em função de agradar o outro para sentir-se aprovado e querido é algo bastante perigoso, pois nem sempre o que agrada a um agrada ao outro. E, o pior, ficar na expectativa de aprovação alheia para nos sentirmos bem é bem delicado, pois nem sempre o outro aprova ou demonstra que aprova nossas ações. Esse tipo de atitude pode trazer sofrimento exatamente pelo fato de deixarmos nas mãos do outro a responsabilidade por nos fazer felizes, e também por nos colocarmos em segundo plano, não considerando o que de fato gostaríamos de fazer, e sim o que seria bom fazer para contentar o outro.
Em síntese, entendo que a felicidade está no simples fato de nos amarmos, para depois amarmos os outros. Entender a vida como uma grande oportunidade de construir e de ser útil à humanidade é algo espetacular. E isso torna-se mais fácil quando aceitamos que somos seres imperfeitos, mas que mesmo assim podemos nos sentir dignos de nos amar e sermos amados. Somos todos como estrelas que brilham no céu. Uns parecem brilhar mais que os outros, porém o que ocorre é que todos brilham igualmente. A diferença está apenas na distância existente entre nós e que nos traz a ilusão de brilho maior ou menor.
Por Aurea Magalhães
Por que não 44?
agosto 4, 2009 por coordenador
Arquivado em qualidade de vida
Meus queridos, estava eu exercendo meu hábito de ler o jornal Folha de São Paulo no banho e me deparei com uma entrevista que me chamou a atenção e decidi compartilhar com todos vocês sobre meus devaneios sobre a matéria.
A bem da verdade não foi nem tanto o assunto da entrevista em si que me fez refletir sobre nossas vidas, em especial como as tratamos no que tange à nossa capacidade de atuar frente às nossas obrigações.
Dessa forma, a pergunta que retumbou em meu cerebelo foi: por que não somos mais eficientes?
Pois bem, perdoem-me pela digressão, irei ao assunto: trata-se da entrevista de hoje, 03 de agosto de 2009 com Gérard Saillant, presidente da Comissão Médica da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que relatou suas impressões acerca do acidente ocorrido com o piloto brasileiro Felipe Massa na Hungria no último dia 25 de julho, que apresentou assombrosa semelhança daquele que ceifou a vida de um dos poucos heróis nacionais que temos: Ayrton Senna da Silva.
Não caros leitores, não refletirei sobre a efemeridade de nossas vidas, o impacto das casualidades em nossas certezas ou algo parecido. Na verdade a entrevista foi bem previsível em se tratando de uma autoridade do automobilismo internacional relacionada à segurança dos pilotos, falando sobre o seu próprio pescoço.
Bem no final de um bate-papo sobre as primeiras (e trágicas) sensações após o acidente, a evolução da segurança nas pistas, a bajulação para com seu chefe começou uma conversa sobre os atletas que ele, enquanto médico, ajudou em suas recuperações.
Então, veio a epifania: ele relatou sobre sua experiência com o heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher, quando de sua recuperação de um acidente que sofreu no ano de 1999 em Silverstone, no qual teve suas duas pernas quebradas. Assim, foi dito pelo médico francês: “Ele é bem diferente porque é um ótimo paciente, mas ele quer saber o porquê de tudo. Você fala para ele andar por 45 dias e ele pergunta, por que 45 e não 44?…”
Será que essa é a essência de um campeão? Questionar o que está ao seu redor, ter uma visão crítica sobre o que lhe cerca, saber opinar sobre o que é bom e o que é certo? Buscar extrair o máximo de conhecimento de pessoas que versam sobre a matéria e pensar sobre a mesma, aprimorando-se.
Penso que nessa breve intimidade de um dos maiores campeões da história do esporte temos um lampejo de sua grandiosidade enquanto profissional, enquanto vencedor.
Os maiores não são obedientes como o gado, cujo final que lhe é reservado reside em nosso prato, mas sim tem o espírito livre, contestador, caótico para que em sua entropia busque se reinventar, se recriar, em uma desordem coesa, obstinada, determinada, fria, objetiva.
Quantas vezes em nossas vidas buscamos entender as razões das coisas, buscamos verificar que os elementos possuem razões, mesmo que não a compreendamos por completo. Assim como para o nosso heptacampeão por mais que o seu famoso médico se esforçasse para lhe apresentar silabicamente os fundamentos boticários de sua decisão, este não o compreenderia em sua plenitude, encontramos inúmeros paralelos em nossos cotidianos.
Em nossa existência, não podemos ter a pretensão de entender por completo o que nos cerca. Porém, vejo que o truque existencial que involuntariamente Schummy nos passou é o de que temos que ser curiosos e críticos em relação ao que está ao nosso redor, ainda que devamos ter a humildade de acreditar nas autoridades no assunto, essencialmente quando se trata de uma temática longe de nossa compreensão, como os meandros da Medicina. Será que é assim que se forma um campeão?
Qual a sua missão ?
julho 24, 2009 por aurea
Arquivado em qualidade de vida

Dimensionar o número de oportunidades que surgem no decorrer da vida de alguém é algo impossível. A todo momento estamos diante de uma encruzilhada que nos cobra uma decisão, uma escolha, em todos os setores da vida.
É muito comum os pais usarem do poder de influência que possuem sobre os filhos para direcioná-los em suas escolhas. Normalmente, e até bem intencionadamente, o pai ou a mãe tentam conduzir as coisas de tal forma que a vida de seus filhos seja exatamente do jeito que muitas vezes sonharam para si, mas não puderam realizar.
Idealizam um caminho para um futuro que não necessariamente tem a ver com o desejo ou o talento que o filho possui. E, o que é pior, é que muito frequentemente não esperam nem a manifestação natural dos talentos para iniciarem a indução de uma carreira que, muito provavelmente, já se inicia fadada ao insucesso. Infelizmente, grandes conflitos são gerados pelo fato de os desejos não coincidirem. É como se eles decidissem passar a própria vida a limpo através da vida dos filhos, tornando-os pessoas infelizes e frustradas.
Ainda que nada disso aconteça, algo que dificulta uma escolha acertada é termos de tomar essa decisão ainda bastante jovens. Muitos profissionais acabam por mudar o rumo de suas carreiras, de forma radical, após alcançarem a maturidade e descobrirem que de fato não estão realizados com o que fazem.
Trabalhar, dedicando tempo e energia ao que não nos acrescenta e não nos dá prazer, torna a vida um pesadelo e é, geralmente, a causa de vermos profissionais apáticos e infelizes.
Por essa razão é que vemos hoje tantas pessoas buscando aconselhamento de carreira, programas de coaching ou coisas parecidas.
A base desse tipo de trabalho é identificar logo de início qual a missão de vida da pessoa, ou seja, levá-la à reflexão para que ela possa definir com clareza porque está nesse planeta.
Buscar a resposta para esta pergunta é algo que exige um mergulho profundo em si mesmo, de forma a vasculhar o verdadeiro sentido da vida. De nada adianta ter um excelente cargo numa grande empresa, gozar de status e um excelente salário, se no final das contas não nos realizamos com o que fazemos.
O processo de autoconhecimento requer força de vontade, disciplina e muita coragem que, certamente, resulta na grande recompensa de encontrar a própria felicidade.
Há empresas especializadas nesse tipo de trabalho, que utilizam técnicas e ferramentas já testadas e aprovadas em várias partes do mundo. O coach, ou o profissional capacitado para auxiliar a pessoa a encontrar o próprio caminho, são especialistas que acompanham e assessoram seus clientes na tarefa de se encontrarem não só profissionalmente, mas na vida de um modo geral.
O coach não dirá à pessoa o que ela deve fazer, mas contribuirá para que ela descubra o que de fato é melhor. Ele não tem as respostas, mas tem as melhores perguntas. E são exatamente essas perguntas que abrirão os horizontes para novas possibilidades, ou reorganização das já existentes.
Tomar decisões precipitadas pode resolver o desgaste gerado pela ansiedade de se ter algo indefinido, porém não necessariamente é a melhor forma de resolver as coisas. Pesquisar, avaliar e planejar requer tempo mas é, com certeza, a maneira mais interessante de se chegar a bons resultados.
“Quanto mais você suar na preparação, menos vai sangrar na batalha. A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer.” - Vince Lombardi.
Há um livro que pode ser útil neste assunto, chamado “Líder do Futuro”, de Arthur Diniz - www.crescimentum.com.br
Por Aurea Magalhães
Relaxamento
julho 23, 2009 por aurea
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O Relaxamento é um sistema de cura que pode ser usado para aliviar ansiedades e frustrações - as pressões que tão frequentemente provocam a estagnação das nossas energias. Através do relaxamento profundo purificamos nossas energias interiores.
Quando aprendemos a relaxar o corpo, a respiração e a mente, o corpo torna-se saudável, a mente torna-se clara e a nossa percepção torna-se equilibrada.
Determinadas condições favorecem o relaxamento, principalmente no início do aprendizado, para aliviar a mente de tudo que produz tensão emocional. Um ambiente tranquilo, pouca luz, uma posição confortável, música suave, telefone fora do gancho, celular desligado, um bilhete na porta pedindo para não ser interrompido, são coisas que contribuem para um bom relaxamento.
Sente-se ou deite-se (veja o que é melhor), respire profundamente dez ou quinze vezes e relaxe, lenta e completamente, todo o seu corpo. Esqueça os problemas e o mundo lá fora. Deixe tudo do lado de fora da porta. Relaxe os olhos e deixe a sua boca entreaberta para facilitar a respiração. Solte os braços e pernas completamente. Espere um pouco e sinta todo o corpo, desde a ponta dos dedos dos pés, até o topo da cabeça. Sinta o bater de seu coração.
Devagar, bem devagar, vá movimentando calmamente os dedos dos pés. Sinta-os e respire livremente. Em seguida, mova lentamente os pés, os tornozelos, em movimentos circulares para os dois lados. Agora sinta as suas pernas, contraindo e relaxando a musculatura: contraia… relaxe… várias vezes, sem pressa. Sempre respirando calmamente, continue relaxando agora os dedos das mãos, movimentando-os lentamente. Abra e feche suas mãos. Gire bem devagar os pulsos, nos dois sentidos. Preste atenção na musculatura dos braços e faça o mesmo que fez com as pernas: contraia e relaxe os músculos, várias vezes. Continue respirando tranquilamente e, desta forma, movimente a barriga e o peito com a sua respiração mais profunda, soltando tudo o que estava amarrado. Movimente, agora, bem lentamente, o seu pescoço, de um lado para o outro. Com pequenas caretas, massageie os músculos da face, abrindo e fechando a boca, sem pressa. Se você erguer as sobrancelhas poderá massagear o couro cabeludo.
Neste momento, perceba todo o seu corpo. Observe como ele está mais solto, leve, tranquilo. Sinta a energia circular pela sua corrente sanguínea. Note como a paz tomou conta de você e usufrua dela.
Fique por alguns instantes assim, só prestando atenção nesta sensação gostosa de paz que te envolve, nesta quietude que te faz muito bem.
Agora, imagine que você está só, ao ar livre, num lugar muito bonito. Observe ao redor, sem pressa: como é este lugar? Que cores ele tem? Você sente algum cheiro? E a temperatura, como está? Há algum ruído? Sinta a paz deste lugar, ficando em sintonia com este ambiente harmonioso.
Traga para você esta sensação gostosa que o lugar propicia.
Devagar, bem devagar, vá saindo de lá e retornando a sua atenção para o seu ambiente. Comece a sentir de novo cada parte do seu corpo. Movimente lentamente os dedos dos pés; gire os tornozelos; sinta a musculatura das pernas, contraindo-a. Mexa devagar os dedos das mãos, abra e feche as mãos; gire os pulsos; contraia e relaxe os músculos dos braços. Com a sua respiração mais profunda, movimente o peito e a barriga. Passe para o pescoço, girando-o de um lado para o outro, devagar. Fazendo caretas, massageie os músculos da face. Levantando as sobrancelhas, movimente o couro cabeludo. Respire profundamente umas dez vezes. Aos poucos, comece a voltar sua atenção para o local onde está. Quando sentir vontade, abra os seus olhos. Se quiser levante-se e caminhe devagar, espreguice-se, boceje. Preste atenção em como o seu corpo está e o que você está sentindo.
OBS: como sugestão, pode-se gravar as instruções do relaxamento, com músicas suaves de sua preferência, ao fundo. Para permanecer por mais tempo em relaxamento, pode-se, antes de começar a movimentar as partes do corpo pela segunda vez, gravar a leitura de algum texto com mensagens positivas.
Por Aurea Magalhães
Qualidade de vida
julho 22, 2009 por aurea
Arquivado em qualidade de vida
Diante das pressões que se vive no mundo atual, o estresse ocupa um lugar de destaque, já que somos tão exigidos em termos de desempenho e resultados. E essas exigências manifestam-se de várias formas, atingindo desde o executivo até a dona de casa que, muitas vezes, além de mãe e esposa é também uma profissional que auxilia no orçamento doméstico.
Além de todas as tarefas que precisamos assumir há hoje uma demanda intensa no que tange à qualidade de vida, o que quer dizer que não só precisamos dar conta de todas as responsabilidades, como também é fundamental que estejamos atentos à nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.
Para nos dividirmos entre tantos papéis e obrigações é necessário que tenhamos um bom planejamento e bastante equilíbrio para não sucumbirmos à pressão. A disciplina, além do planejamento, é importante neste cenário para que nada de importante seja relegado a um segundo plano, pois crises podem ser instaladas a partir do momento em que descuidamos de algum aspecto que, por mais sem importância que possa parecer, traz impacto ao todo. Portanto, cabe refletir sobre o que é importante e o que é urgente em nossas vidas, antes de decidirmos quanto tempo dedicar a cada atividade.
Infelizmente, existe a tendência a se dar ênfase à vida profissional (não que não seja importante), já que ela suporta financeiramente as nossas atividades e os compromissos que devemos honrar. No entanto, para estarmos bem no âmbito profissional é necessário considerarmos também o aspecto dos relacionamentos pessoais, além de ter a saúde em dia. Ainda que fosse interessante, não nos é possível desvincular todos esses papéis, de modo que um impacta no outro, gerando muitas vezes um estresse ainda maior. Desta forma, é comum vermos pessoas sofrendo devido ao fato de não conseguirem ser “malabaristas” no gerenciamento de tantas responsabilidades.
Deixar a saúde (em seus vários aspectos) em segundo ou terceiro plano implica muitas vezes na queda do rendimento profissional e, insistir em adiar uma visita ao médico, por exemplo, pode significar um afastamento do trabalho, pelo agravamento de alguma questão. Ou seja, se exagerarmos na ênfase dada ao trabalho a ponto de negligenciarmos a saúde, podemos deixar de ser o grande profissional que desejávamos ser, pois não teremos estrutura para manter uma boa performance.
Por isso, tantas empresas vêm implementando programas de qualidade de vida, estimulando seus colaboradores a considerarem a saúde de forma multifacetada, para garantir a continuidade e qualidade da atuação. Naturalmente, isso é interessante para as empresas, pois se reflete diretamente em redução do absenteísmo, afastamentos por motivos de saúde, presenteísmo, rotatividade, clima interno, imagem no mercado e, consequentemente, nos resultados.
Olhar o homem como um ser integral é a premissa para essa postura, fazendo-nos rever nossos hábitos e estilo de vida. Sem focarmos com a devida atenção a forma como conduzimos a vida, torna-se impossível alcançar um nível satisfatório. E isso, naturalmente, se faz não só pela tomada de consciência, mas também pelas atitudes que mudam nossos comportamentos.
Por Aurea Magalhães
















