Xangai contra mau hábito de jogar lixo pela janela dos prédios

outubro 23, 2009 por debora  
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O péssimo costume de atirar lixo pela janela preocupa os responsáveis pela gestão dos grandes prédios e condomínios de Xangai, em uma metrópole com pelo menos 6 mil arranha-céus com mais de 100 metros de altura.

Este problema “é uma dor de cabeça para a sociedade há muito tempo”, admite o subsecretário-geral da associação de gerentes de edifícios residenciais da cidade, Xu Yubiao, segundo publicação na última quinta-feira na imprensa oficial, e acrescenta que “é muito difícil identificar os culpados”.

Recentemente o assunto gerou uma polêmica na internet na China. Na semana passada, um morador do distrito de Putuo, de sobrenome Yu, irritou-se com o problema e atirou do terraço, em duas ocasiões, preservativos usados.

O protesto não parou por ai. Yu pendurou no painel de anúncios do condomínio onde mora uma reclamação ao lado dos preservativos, gerando reações entre os vizinhos.

Em apartamentos de classe baixa e média até os das áreas centrais do distrito de Jingan é comum ver voando pelas janelas sacolas, caixas, recipientes de papelão, garrafas de plástico e, inclusive, objetos contundentes.

“É algo perigoso, sempre é possível que algo caia sobre uma pessoa”, disse à Agência Efe um operário da construção que trabalha na região de Dong Jiahua, que afirma nunca ter feito o mesmo a partir dos andaimes.

“Se uma pessoa atirar objetos pela janela, talvez algum vizinho até veja, mas a Polícia não consegue estar sempre vigiando. A única solução, portanto, é investir na educação”, sugere.

Com a mesma opinião, Zhang Jianfang, funcionária de uma mercearia de um prédio vizinho, afirma já ter visto cair objetos em frente à porta do local onde trabalha.

“É difícil encontrar os responsáveis por atirar objetos pela janela. Se os encontrassem, certamente, não admitiriam”, diz Zhang.

“Isso não costuma ocorrer nos edifícios de escritórios, só nas áreas residenciais, o que significa que a maioria das pessoas nunca faria uma coisa assim, só mesmo os mal-educados”, acrescenta.

“A televisão de Xangai está com uma campanha para conscientizar os cidadãos sobre o tema. A situação já melhorou, mas os episódios ainda se repetem”, afirma.

Uma grande dificuldade é que os responsáveis pela gestão e a segurança dos edifícios não têm capacidade de identificar e punir os culpados.

Nessas condições, “é muito fácil que (os infratores) voltem a infringir outra vez, já que costumam negar as acusações e é quase impossível provar sua culpa”, lamenta Xu, em entrevista ao jornal “Shanghai Daily”, apesar de estar previsto em lei multa de 200 iuanes (cerca de 20 euros ou US$ 30).

Normalmente, a Polícia só atua se existem feridos ou danos materiais e até o momento só uma pessoa foi punida em Xangai, no ano de 2007. Uma pessoa atirou lixo em duas ocasiões pela janela. Pelas gravações de câmeras de segurança foi possível identificar o infrator que ficou 10 dias na prisão.

Fonte: Uol Notícias

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Complexo de inferioridade - o que é isso ?

setembro 4, 2009 por aurea  
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Complexo de inferioridade - o que é isso?

Uma das queixas mais comuns das pessoas são os conflitos internos e nos relacionamentos causados pelo sentimento de inferioridade. Quantas pessoas não se sentem inferiores aos seus colegas de trabalho? Não buscam uma promoção por não se sentirem capazes? Não terminam um relacionamento destrutivo por acreditarem que não conseguirão ninguém que as trate bem? Estão sempre se comparando ao irmão, irmã, vizinho, tendo a certeza que o outro é muito mais? Outros deixam de trabalhar, sair, viver, tudo porque se sentem inferiores aos demais.

A denominação complexo de inferioridade foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.

Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma conseqüência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos. O que desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Ele sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:

- Inferioridade orgânica:
Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.

- Crianças superprotegidas e mimadas:
Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas.

- Rejeição:
Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas.

Não são apenas as situações citadas acima que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior, podem existir muitas outras ocorridas durante a infância, mas essas explicam a origem do termo utilizado e podem resultar em isolamento, falta de interesse social e cooperação.
Todos sabemos que não é nada fácil para uma criança com alguma doença ou deficiência física conviver socialmente, pois as crianças em geral são implacáveis em brincar com as dificuldades de seus colegas, gerando vergonha, medo e a necessidade de se isolarem com o intuito de evitar ser alvo de piadas. Diante dessa realidade, é muito importante que os pais apoiem seus sentimentos e não os menosprezem; fazendo-a perceber que há muitas outras qualidades e que seu potencial pode ser desenvolvido. Do contrário, crescerão com muita dificuldade em acreditar em si mesmas, pois irá depender de como cada um irá lidar com esses aspectos.
A superproteção durante a infância pode realmente gerar muita insegurança quando adulto, pois estas pessoas quando crianças não foram incentivadas a acreditarem em si mesmas. Assim, crescem, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. O que não é verdade! Todos temos potencial, a diferença é acreditar neles ou não.
A rejeição, assim como o abandono, também pode gerar o sentimento de inferioridade.

Adler enfatizava ainda a importância da agressão, no sentido de lutar por sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfeccionismo, porém a busca pela superioridade como compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando motiva para realizações construtivas e na busca de crescimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo desenvolver a ambição (busca o crescimento material, deixando de lado pessoas e fatos significativos em sua vida) e inveja (desejando ter tudo o que o outro tem, mas não se sente capaz de conseguir por si próprio); tudo para compensar seu sentimento de inferioridade.
A capacidade do outro sempre é percebida como maior que a própria capacidade, sentindo-se sempre inferior. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa se acomode na situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que demonstram ter uma total confiança em si mesma, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar seu sentimento de inferioridade, não refletindo seu verdadeiro sentimento em relação a si próprio, ou seja, sua essência. Mas o que fazer quando somos adultos e sentimos medo, vergonha, ou seja, ainda sentimos essa inferioridade perante os outros? O mais indicado é:

- Evitar as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.

- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui.

- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar.

- O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.

- Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.

- Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!

- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!

- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.

Por Rosemeire Zago - Psicóloga

Extraído de http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=08985

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Depressão

setembro 3, 2009 por aurea  
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Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS

De acordo com entidade, países pobres sofrem mais com o problema do que nações ricas.

Da BBC

www.g1.com.br

Dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, por causa dos gastos com tratamento para a população e das perdas de produção.

De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nesses lugares do que em países desenvolvidos.

Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.

“Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas entre todos os problemas de saúde”, afirmou o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.

Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.

“Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a ocorrência de outras doenças está diminuindo.”

>>>>> Depressão é uma doença da alma !!

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Denúncias de assédio moral aumentam 588,2% em quatro anos no Rio de Janeiro

agosto 15, 2009 por coordenador  
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As denúncias de assédio moral são um fenômeno que vem crescendo, ano após ano, nas empresas do estado do Rio de Janeiro. O total de casos investigados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) deu um salto nos últimos quatro anos: passou de 17, em 2004, para 117, em 2008, uma alta de 588,2%. Neste ano, o número de queixas chega a 90 só até julho.

Normalmente, a queixa é única - humilhações e constrangimentos, de forma repetitiva, durante a jornada de trabalho -, porém são muitos os fatores que atualmente potencializam esse tipo de conduta: demissões, terceirizações, funcionários sobrecarregados e gestores autoritários e com metas cada vez mais ambiciosas em busca do lucro para as empresas.

“A causa principal do assédio moral ocorre com o trabalho organizado de forma autoritária. Os operários não podem opinar sobre as condições de trabalho, o que demonstra a falta completa de democracia nas relações de trabalho”, observa Terezinha Souza Martins, doutora em psicologia social pela PUC/SP, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiana (UFRB) e pesquisadora convidada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A crise financeira internacional, que reduziu no Brasil o nível de emprego, também contribuiu para o aumento do assédio moral, na medida em que o empregado, temendo ser demitido, se submete mais facilmente à ação de gestores autoritários. Terezinha observa que o discurso do patrão é ideológico, fala em democratização, mas esconde um grau elevado de autoritarismo nas relações de trabalho.

“Quem trabalha não está sendo ouvido. O aumento do assédio moral se deve à lógica do capital, que cada vez mais precisa de resultados imediatos, pressiona para obter mais lucro. E, ao reduzir o número de trabalhadores na ativa, aumenta o serviço para os empregados que permaneceram na empresa, que acabam sendo presas mais fáceis de ações de assédio moral por parte de gestores autoritários”, disse Terezinha.

Ela ressalta que um fenômeno recente é o aumento de casos de assédio coletivo, em que toda uma equipe é pressionada. “O que é novíssimo é o assédio coletivo, em que todos são pressionados. O assédio individual continua, mas o coletivo passou a se apresentar com mais força há um ano”, afirmou.

Terezinha levanta mais uma questão: o número de adoecidos, com dor de cabeça, depressão, devido ao assédio moral. “É inexorável que o trabalho, mantida a doutrina autoritária, se torne grave como a gripe suína. Aí vamos olhar para a vida sem esperança”. Ela, porém, acredita que a visibilidade que o tema vem ganhando na mídia, levará a uma saída mais coletiva e democrática.

“Se o assédio não é barrado, o trabalhador pode sofrer até de transtorno mental, como de síndrome de pânico. A pessoa sente uma tristeza profunda, um caminho para a depressão. Infelizmente temos casos até de tentativa de suicídio”, disse.

Segundo levantamento do MPT, entre os estados em que há o maior número de queixas estão o de São Paulo, Minas Gerais, do Espírito Santo e Rio de Janeiro. No Rio, o Ministério Público do Trabalho tem em curso um total de 394 investigações sobre assédio moral e duas ações civis públicas em andamento. Mais 21 termos de ajustamento de conduta (acordos com a empresa) foram firmados.

O assédio moral é tipicamente uma perseguição ao empregado feita com atos legais. Ninguém pode impedir o empregador, por exemplo, de pedir a um funcionário que refaça seu trabalho. Quando isso ocorre repetidamente, todos os dias, pode haver indício de assédio moral. É esse caráter de perseguição que vai caracterizar o assédio moral, mas provar é extremamente difícil.

Segundo o procurador do MPF Wilson Prudente, o que tem sido feito é propor a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, que permite a inversão do ônus da prova, em que o empregador passaria a ter que provar que não está cometendo o assédio.

“Quando as testemunhas ainda estão trabalhando na empresa geralmente não depõem em favor do colega. Assédio coletivo é mais fácil porque você tem vários empregados com a mesma queixa”, disse Prudente. Como são poucos os trabalhadores com estabilidade no emprego, as eventuais testemunhas também são dispensadas.

Fonte: UOL

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Turista russa ataca Mona Lisa no Louvre, mas não danifica tela

agosto 12, 2009 por Stefanie Loureiro  
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O Museu do Louvre, em Paris, informou nesta terça-feira, 11, que uma turista russa lançou uma caneca de cerâmica vazia na semana passada contra o quadro Mona Lisa, pintado entre 1503 e 1508 pelo italiano renascentista Leonardo da Vinci. Um porta-voz da instituição afirmou, entretanto, que a obra não foi danificada, apesar de a caneca ter se partido.

 O funcionário disse que pequenas rachaduras apareceram na proteção de vidro da obra mais famosa do museu, e que essa proteção será logo consertada. O alarme de segurança soou imediatamente e a polícia retirou a mulher do local em seguida.

 A polícia de Paris informou que a mulher foi levada a uma clínica psiquiátrica após o incidente. Não havia outras informações sobre ela, nem sobre algum motivo para o ataque.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Taxa de desemprego na zona do euro é a maior em 10 anos

julho 31, 2009 por Stefanie Loureiro  
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Total de pessoas desempregadas chega a 14,9 milhões, mais do que a população da Áustria e Irlanda combinadas 

A taxa de desemprego na zona do euro subiu em junho para 9,4%, o maior nível desde junho de 1999, de taxa revisada de 9,3% em maio, informou nesta sexta-feira, 31, a agência de estatísticas Eurostat. Segundo informações da agência Dow Jones, economistas consultados esperavam que a taxa subisse para 9,7%. Os dados mostraram que mais 158 mil pessoas ficaram desempregadas em junho, levando o número total de desempregados para 14,9 milhões, mais do que toda a população da Áustria e da Irlanda combinadas.

 A Espanha registrou a maior taxa de desemprego na União Europeia, de 18,1%. A Holanda ficou com a menor taxa, de 3,3%.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Falha em call center rende multas de R$ 10 milhões a empresas, diz Procon-SP

julho 30, 2009 por coordenador  
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O descumprimento das novas regras do call center originou R$ 10 milhões em multas a empresas reguladas pelo poder público federal, informou nesta quinta-feira a Fundação Procon. O setor de telefonia lidera o número de reclamações de consumidores e o valor das sanções.

No total, 22 multas foram aplicadas em 20 empresas. As maiores sanções foram contra as empresas de telefonia móvel Vivo e Claro, condenadas a pagar R$ 3,2 milhões cada. Procuradas pela reportagem, as companhias ainda não se posicionaram.

Além dos 20 fornecedores multados, o Procon-SP instaurou outros 54 processos administrativos que continuam em andamento. Conforme a entidade, as multas variam de acordo com a gravidade e o número de infrações cometidas e a condição econômica do infrator, ficando entre R$ 212,82 e R$ 3,2 milhões.

A entidade orienta que o consumidor, ao se sentir lesado pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) de qualquer empresa sujeita às regras do Decreto 6.523/08, faça sua reclamação em um órgão de defesa do consumidor, para a apuração dos fatos.

“Não adianta aumentar a capacidade de venda, se não aperfeiçoar na mesma medida a capacidade de sanar as demandas dos consumidores. O decreto do SAC define parâmetros mínimos de qualidade de atendimento e a Fundação Procon-SP vai continuar fiscalizando para punir aqueles que não se adequarem”, afirmou o diretor-executivo da Fundação Procon-SP, Roberto Pfeiffer.

Desde dezembro do ano passado até a última terça-feira (28), o órgão recebeu 5.419 denúncias de consumidores em seu site (www.procon.sp.gov.br). O setor mais reclamado foi telefonia fixa e móvel, com 3570 denúncias, acompanhado de TV por assinatura e cartão de crédito –com 452 e 409 denúncias, respectivamente.

“Os principais descumprimentos relatados foram: a empresa não resolveu o problema no prazo de cinco dias, a espera para ser atendido superou um minuto, consumidor teve que relatar o problema mais de uma vez, a ligação foi interrompida e telefone inacessível”, informou o Procon-SP.

Fonte: UOL (30/07/2009 - 11h49 )

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Atrasos e toques não são bem aceitos na etiqueta internacional

março 23, 2009 por alma_branca  
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Você pode não trabalhar numa multinacional ou ter contato frequente com estrangeiros em sua carreira. Mas, em um mundo cada vez mais globalizado, esses encontros podem acontecer e, aí, é bom estar preparado. A maneira como se comporta pode significar contratos fechados, futuras parcerias ou nada feito. No mundo empresarial, ainda vale o ditado antigo: em Roma, aja como os romanos.

etiquetaEntre as gafes mais comuns cometidas por brasileiros está o tratamento do tempo e a mania de tocar as outras pessoas. “O brasileiro é sempre muito efusivo e se excede na intimidade, o que é uma falta grave em qualquer cultura”, diz a consultora de empresas Maria Aparecida Araújo, da empresa Etiqueta Empresarial.

A especialista explica que existe uma zona íntima que corresponde a um diâmetro de 50 centímetros em volta do corpo. “Só deve ser ultrapassado se o outro assim desejar. Deve ser assim até na nossa cultura, mesmo quando somos criados com muito toque.”

No oriente as pessoas fazem uma reverência antes do aperto de mão, pois o toque acontece apenas depois que se criam laços. Há relatos de negócios perdidos, como quando um empresário brasileiro deu um tapinha nas costas de um cliente romeno.

A receita é simples: aguarde que o outro se movimente e sinalize que tipo de contato gostaria de ter.

Mas espere. Já que temos de nos adaptar a hábitos da cultura alheia, os estrangeiros não podem se acostumar com o cumprimento brasileiro de dar beijos no rosto?

“Não, porque mexer com a zona íntima das pessoas é algo muito delicado e também porque vale o esforço de encantar esse cliente”, reforça Maria Aparecida.

Estudar antes
Na dúvida, o melhor é coletar o maior número possível de informações. E não apenas sobre a cultura do país de origem do contato estrangeiro, mas de preferência com a própria pessoa. Nas hierarquias mais altas, o contato pode ser feito pelas secretárias de ambos.

Isso porque, além de noções gerais sobre a cultura, é possível deparar-se no encontro com questões particulares, como restrição à bebida ou alimentares, por questões religiosas, superstições ou situações pessoais. “Perguntar não ofende, presumir, sim”, diz Maria Aparecida.

A empresária Kelly Amorim, sócia da joalheria Carla Amorim, compartilha da sugestão da consultora. “Aprendi que a boa educação é a melhor língua no mundo dos negócios, e todo esforço percebido para nos adaptar à cultura local é bem-vindo e bem-visto. Honestidade, boas maneiras e pontualidade são as melhores maneiras de se ter sucesso em qualquer lugar do mundo”, diz.

Tudo é questão de tempo
O outro item crucial no contato com executivos de outros países é o tratamento do tempo. Pontualidade é fundamental. Não há discussão nesse ponto. Mesmo que você possa ficar esperando um cliente ou parceiro árabe ou espanhol. “Apesar de não serem pontuais, avaliam mal se alguém se atrasa”, afirma Maria Aparecida Araújo.

A consultora explica que os povos tratam o tempo de maneira diferente e que isso vai além de respeitar o horário de uma reunião. “De um lado estão os que dispõem de tempo curto, querem respostas rápidas e resolver os assuntos em poucos minutos. Do outro, estão os que tratam as coisas devagar.”

No primeiro grupo estão os britânicos, alemães, holandeses e belgas, além dos americanos, com quem se pode até abordar aspectos jurídicos logo no primeiro contato.

Os executivos dos Estados Unidos são os mais objetivos nessa categoria. Mas o tratamento do tempo não é tão simples como parece. Para alguns povos, o discurso deve ser objetivo, mas os acordos não podem ser fechados tão rapidamente. “Em países do Oriente e Oceania, é preciso adubar o terreno para depois negociar, criar laços e construir confiança.”

Presente
Na moda entre as empresas, brindes corporativos podem não ser bem-vistos. Por exemplo, japoneses não devem receber facas como presentes e nunca se presenteia a mulher ou a família de um árabe.

¿Um executivo de Dubai pediu para comprar o presente que um brasileiro tinha oferecido a sua mulher, assim ele poderia lhe dar¿, diz Maria Aparecida, que lembra do caso de um executivo norte-americano, presidente de uma empresa em visita ao Brasil, presenteado com um quadro com pintura de um nu artístico. Ele teve de recusar o objeto porque era evangélico ortodoxo.

Mulheres em negociação
Apesar de ganharem cada vez mais espaço no mundo dos negócios, em algumas culturas, executivas do sexo feminino ainda não são bem-vindas. “No mundo árabe e no Japão onde a mulher ainda tem papel secundário, a empresa deve optar por mandar um homem na primeira negociação e depois poderá colocar uma mulher nas próximas reuniões”, diz a consultora.

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