Auguste-Marie Taunay
julho 26, 2009 por coordenador
Arquivado em escultura

Auguste-Marie Taunay (Paris, 1768 - Rio de Janeiro, 1824) foi um escultor e professor franco-brasileiro, e um integrante da Missão Artística Francesa.
Foi aluno do escultor Jean Guillaume Moitte entre 1769 e 1785. Em 1792 recebeu o Prêmio de Roma, mas não o gozou. Em vez disso ingressou na Manufatura Nacional de Sèvres como escultor extranumerário, permanecendo até 1807, quando foi contratado para decorar a escadaria do Louvre e o Arco do Triunfo. Nos anos seguintes por várias vezes participou do Salão de Paris.
Em 1816 partiu para o Brasil junto com Nicolas-Antoine Taunay, seu irmão, e os demais integrantes da Missão Francesa, sendo nomeado professor da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, cargo que não chegou a ocupar efetivamente. Realizou decorações na cidade do Rio na aclamação de D. João VI. Deu aulas em regime livre, sendo mestre de José Jorge Duarte, Xisto Antônio Pires, Manuel Ferreira Lagos, Cândido Mateus Farias, João José da Silva Monteiro e José da Silva Santos.
Johann Strauss II
julho 24, 2009 por coordenador
Arquivado em clássicos

Johann Strauss, dito II (nascido Johann Baptist Strauss ou Johann Sebastian Strauß) (Viena, 25 de Outubro de 1825 — Viena, 3 de Junho de 1899) foi um grande compositor austríaco da Era Romântica famoso por ter escrito mais de 500 Valsas, polkas, marchas, e quadrilhas. Filho de Johann Strauss I, e irmão dos compositores Josef Strauss e Eduard Strauss. Conhecido como “O Rei da Valsa”, foi responsável pela popularidade da valsa em Viena durante o século XIX. Algumas das mais famosas obras incluem The Blue Danube (O Danúbio Azul), Wein Weib und Gesang, Tales from the Vienna Woods, Tritsch-Tratsch-Polka, o Kaiser-Walzer, e da opereta Die Fledermaus (o Morcego).
Vida
Estudou música com Joseph Dreschler. Em 1844, aos dezenove anos, fundou uma orquestra de danças. O repertório era formado por valsas e outras danças de vários autores, de seu pai e outras de sua autoria. Fez grande sucesso. Uma de suas composições teve que ser repetida dezenove vezes.
Em 1872, Strauss se apresentou nos Estados Unidos. Seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Brahms e Wagner . Este gostava tanto da obra de Strauss que considerava o Danúbio Azul a maior composição clássica de todos os tempos.
Johann Strauss II compôs mais de duzentas valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e oitenta quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com seus irmãos.
Casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por “excessos amorosos” como por seu ritmo intenso de composição.
Na década de 1870 começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873. A obra mais consagrada foi em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de Le Réveillon, de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, ambos libretistas de Jacques Offenbach.
É autor das operetas Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras.
Obras de Johann Strauss II
Opereta
- Indigo und die vierzig Räuber Indigo and the Forty Thieves (1871)
- Der Karneval in Rom The Carnival in Rome (1873)
- Die Fledermaus (port. “O Morcego”) (1874)
- Cagliostro in Wien Cagliostro in Vienna (1875)
- Prinz Methusalem Prince Methusalem (1877)
- Blindekuh Blind Man’s Buff (1878)
- Das Spitzentuch der Königin The Queen’s Lace Handkerchief (1880)
- Der lustige Krieg The Merry War (1881)
- Eine Nacht in Venedig A Night in Venice (1883)
- Der Zigeunerbaron The Gypsy Baron (1885)
- Simplicius (1887)
- Fürstin Ninetta Princess Ninetta (1893)
- Jabuka — Das Apfelfest Apple festival (1894)
- Waldmeister Woodruff (1895)
- Die Göttin der Vernunft The Goddess of Reason (1897)
- Wiener Blut (1899)
- Casanova (premiered in 1928, music arranged by Ralph Benatzky)
Ópera
- Ritter Pásmán Knight Pásmán (1892)
Ballet
- Aschenbrödel Cinderella (1899)
Valsas
- Sinngedichte op. 1 Epigrams (1844)
- Gunstwerber op. 4 Favour Solicitor (1844)
- Faschingslieder op. 11 Carnival Songs (1846)
- Jugendträume op. 12 Youthful Dreams (1846)
- Sträußchen op. 15 Bouquets (1846)
- Sängerfahrten op. 41 Singers’ Journeys (1847)
- Klange aus der Walachei op. 50 Echoes from Walachia (1850) ]

- Freiheitslieder op. 52
- Burschenlieder op. 55
- Frohsinns-Spenden op. 73 Gifts of Cheerfulness (1850)
- Lava-Ströme op. 74 Streams of Lava (1850)
- Rhadamantus-Klänge op. 94 Echoes of Rhadamantus (1851)
- Idyllen op. 95 Idylls (1851)
- Mephistos Höllenrufe op. 101 Cries of Mephistopheles from Hell (1851)
- Liebeslieder op. 114 Lovesongs (1852)
- Phönix-Schwingen op. 125 Wings of the Phoenix (1853)
- Schneeglöckchen op. 143 Snowdrops (1854)
- Novellen op. 146 Legal Amendments (1854)
- Nachtfalter op. 157 Moths (1855)
- Glossen op. 163 Marginal Notes (1855)
- Man lebt nur einmal! op. 167 You Only Live Once! (1855)
- Abschieds-Rufe op. 179 Cries of Farewell (1856)
- Grossfürsten Alexandra-Walzer op.181 Grand Duchess Alexandra (1856)
- Phanomene op. 193 Phenomena (1857)
- Abschied von St. Petersburg op. 210 Farewell to Saint Petersburg (1858)
- Hell und Voll op. 216 Bright and Full (1859)
- Promotionen op. 221 Graduations (1859)
- Accelerationen op. 234 Accelerations (1860)
- Immer heiterer op. 235 More and More Cheerful (1860)
- Grillenbanner op. 247 Banisher of Gloom (1861)
- Klangfiguren op. 251 (1861)
- Dividenden op. 252 Dividends
- Patronessen op. 264 Patronesses (1862)
- Karnevalsbotschafter op. 270 Carnival Ambassador (1862)
- Leitartikel op. 273 Leading Article (1863)
- Morgenblätter op. 279 Morning Journals (1863)
- Studentenlust op. 285 Students’ Joy (1864)
- Aus den Bergen op. 292 From the Mountains (1864)
- Feuilleton op. 293 (1865)
- Bürgersinn op. 295 Citizen Spirit (1865)
- Flugschriften op. 300 Pamphlets (1865)
- Wiener Bonbons op. 307 Viennese Sweets (1866)
- Feenmärchen op. 312 Fairytales (1866)
- An der schönen blauen Donau op. 314 On the Beautiful Blue Danube (1867)
- Künstlerleben op. 316 Artists’ Life (1867)
- Telegramme op. 318 Telegrams (1867)
- Die Publicisten op. 321 The Publicists (1868)
- G’schichten aus dem Wienerwald Tales from the Vienna Woods op. 325 (1868),
- Illustrationen op. 331 Illustrations (1869)
- Wein, Weib und Gesang op. 333 Wine, Women and Song (1869)
- Freuet Euch des Lebens op. 340 Enjoy Life (1870)
- Neu Wien op. 342 New Vienna (1870)
- Tausend und eine Nacht op. 346 Thousand and One Nights (1871)
- Wiener Blut (waltz) op. 354 Viennese Blood (1873)
- Carnevalsbilder op. 357 Carnival Pictures (1873)
- Bei uns Z’haus op. 361 At Home (1873)
- Wo die Zitronen blühen op. 364 Where the Lemons Blossom (1874)
- Du und du from Die Fledermaus op. 367 You and you (1874)
- Cagliostro-Walzer op. 370 (1875)
- O schöner Mai! op. 375 Oh Lovely May! (1877)
- Rosen aus dem Süden op. 388 Roses from the South (1880)
- Nordseebilder op. 390 North Sea Pictures (1880)
- Kuss-Walzer op. 400 Kiss Waltz (1881)
- Frühlingsstimmen op. 410 Voices of Spring (1883)
- Lagunen-Walzer op. 411 Lagoon Waltz (1883)
- Schatz-Walzer op. 418 Treasure Waltz (1885)
- Wiener Frauen op. 423 Viennese Ladies (1886)
- Donauweibchen op. 427 Danube Maiden (1887)
- Kaiser-Jubiläum-Jubelwalzer op. 434 Emperor Jubilation (1888)
- Kaiser-Walzer op. 437 Emperor Waltz (1888)
- Rathausball-Tänze op. 438 City Hall Ball (1890)
- Gross-Wien op. 440 Great Vienna (1891)
- Seid umschlungen, Millionen! op. 443 Be Embraced, You Millions! (1892)
- Klug Gretelein op. 462 Clever Gretel (1895)
- Trau, Schau, Wem! op. 463 Take Care in Whom You Trust! (1895)
- Farewell to America o. op.
Polkas
- Herzenslust op. 3
- Explosions-Polka op. 43
- Harmonie Polka op. 106
- Annen op. 117 (1852)
- Veilchen op. 132
- Aurora op. 165
- Champagne-Polka op. 211
- Tritsch-Tratsch-Polka op. 214 (1858)
- Maskenzug op. 240
- Perpetuum Mobile op. 257
- Demolirer Polka-française op. 269 (1862)

- Vergnügungszug op. 281 Journey Train (1864)
- S gibt nur a Kaiserstadt,’s gibt nur a Wien! op. 291
- Kreuzfidel op. 301
- Lob der Frauen Polka-mazurka op. 315
- Postillon D’Amour Polka-française op. 317 (1867)
- Leichtes Blut Galop op. 319 (1867)
- Figaro-Polka op. 320
- Stadt und Land Polka-mazurka op. 322
- Ein Herz, ein Sinn! Polka-mazurka op. 323
- Unter Donner und Blitz op. 324 (1868)
- Freikugeln op. 326 (1868)
- Fata Morgana Polka-mazurka op. 330
- Éljen a Magyar! polka schnell op. 332
- Im Krapfenwald’l Polka-française op. 336
- Im Sturmschritt op. 348
- Die Bajadere op. 351
- Vom Donaustrande op. 358
- Bitte schön! Polka-française op. 372 (1875)
- Auf der Jagd! op.373 (1875)
- Banditen-Galopp op. 378 (1877)
- Waldine op. 385 (1879)
- Neue Pizzicato Polka op. 449
- Klipp-Klapp Galopp op. 466
Marchas
- Patrioten op. 8 (1845)
- Austria op.20 (1846)
- Fest op. 49 (1847)
- Revolutions-Marsch op. 54 (1848)
- Studenten-Marsch op. 56 (1848)
- Brünner Nationalgarde, op. 58 (1848)
- Kaiser Franz Josef op. 67 Imperador Francisco José (1849)
- Triumph op. 69 (1850)
- Wiener Garnison op. 77 (1850)
- Ottinger Reiter op. 83 (1850)
- Kaiser-Jäger op. 93 (1851)
- Viribus unitis op. 96 (1851)
- Grossfürsten op. 107 (1852)
- Sachsen-Kürassier op. 113 (1852)
- Wiener Jubel-Gruss op. 115 (1852)
- Kaiser-Franz-Josef-Rettungs-Jubel Op.126 (1853)
- Caroussel op.133 (1853)
- Kron op.139 (1853)
- Erzherzog Wilhelm Genesungs op.149 (1854)
- Napoleon op.156 (1854)
- Alliance (musical work) op. 158 (1854)
- Krönungs op.183 (1856)
- Fürst Bariatinsky op.212 (1858)
- Deutscher Kriegermarsch op.284 (1864)
- Verbrüderungs op.287 (1864)
- Persischer Marsch op.289 Marcha Persa (1864)
- Ägyptischer op.335 Marcha Egipcia (1869)
- Indigo-Marsch op.339
- Hoch Osterreich! op.371
- Jubelfest op.396 (1881)
- Der Lustige Krieg op.397 (1882)
- Matador op.406 (1883)
- Habsburg Hoch! op. 408 (1882)
- Russischer Marsch op.426 Marcha Russa (1886)
- Reiter op.428 (por Simplicius) (1888)
- Spanischer Marsch op.433 Marcha Espanhola (1888)
- Fest op.452 Festival (1893)
- Živio! op.456 (1894)
- Es war so wunderschön op.467 (1896)
- Deutschmeister Jubiläums op.470 (1896)
- Auf’s Korn! op.478 (1898)
Quadrille
- Debut-Quadrille op. 2 (1844)
- Le beau Monde op. 199 (1857)
- Indigo-Quadrille op. 344 (1871)
- Cagliostro-Quadrille op. 369 (1875)
Joseph Haydn
julho 22, 2009 por coordenador
Arquivado em clássicos

Franz Joseph Haydn (Rohrau, Áustria, 31 de março de 1732 — Viena, 31 de maio de 1809) foi um dos mais importantes compositores do período clássico. Personifica o chamado “classicismo vienense” ao lado de Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven. A posteridade apelidou este grupo como “Trindade Vienense”. Para além disso é considerado como um dos autores mais importantes e influentes da história da música erudita ocidental com uma carreira que cobriu desde o fim do Barroco aos inícios do Romantismo.
Era irmão do igualmente compositor Michael Haydn (colega de Mozart em Salzburgo) e do tenor Johann Evangelist Haydn, que mais tarde Joseph fará vir para Ezsterhaza em 1763. Tendo vivido a maior parte da sua vida na Áustria, Haydn passou a maior parte de sua carreira como músico de corte para a rica família dos Esterházy. Isolado de outros compositores, foi, segundo ele próprio, “forçado a ser original”. O seu génio foi amplamente reconhecido durante a sua vida.
Biografia
Infância
Haydn nasceu no seio de uma família modesta em 1732, na vila de Rohrau, próxima à fronteira com a Hungria, filho de Matthias Haydn e Maria Koller. Ninguém da família de Haydn estava ligado à música, apesar de Matthias Haydn ser um entusiasta da música folclórica e tocar harpa de ouvido. De acordo com os apontamentos autobiográficos de Haydn, a sua infância foi bastante impregnada de musicalidade dando como exemplo os frequentes serões de canto com seus vizinhos. Os pais de Haydn, cedo perceberam que seu filho tinha dotes musicais e compreenderam que ficando em Rohrau, Joseph não teria hipótese de obter qualquer aperfeiçoamento musical sério. Por esta razão, aceitaram a proposta de um dos seus parentes, Johann Matthias Franck, mestre de capela em Hainburg, com o qual Haydn passaria a viver e a ter aulas de música. Haydn partiu com Franck e nunca mais voltou a viver com seus pais. Haydn tinha então apenas seis anos de idade.
A vida na casa de Franck não foi fácil para Haydn, onde se recordou de ter passado fome e humilhações. Contudo aí aprendeu a tocar cravo e violino. Haydn, tendo uma bela voz infantil, iniciou-se também a cantar na secção de soprano no coral da igreja. Em 1740, Georg von Reutter, director de música na catedral de Santo Estevão, em Viena, impressionou-se com a musicalidade de Haydn. Reutter nesse tempo viajava pela Áustria procurando pequenos cantores talentosos. Descoberto desta forma, Joseph Haydn foi enviado a Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como cantor, os últimos quatro já na companhia de seu irmão mais novo Michael.
O trabalho como músico
Em 1749, Haydn, com 18 anos, deixou de ter voz para cantar e foi expulso. Desta forma, sem trabalho e na pobreza, chegando mesmo a dormir na rua, foi lançado na boémia vienense como músico ambulante. Durante este período, que durou cerca de dez anos, Haydn acabou por introduzir-se nos meios intelectuais e desenvolveu várias actividades, entre as quais, a partir de 1753, a de secretário do então famoso compositor italiano Nicola Porpora, com quem acabou por aprender os fundamentos da composição. A sua formação é porém devida a si próprio a partir do estudo voluntário do tratado de contraponto Gradus ad Parnassum do então compositor da corte, Fux (1660-1741). Outra grande influência foi Carl Philipp Emannuel Bach, o segundo filho de johann Sebastian Bach. É a partir de 1750, com os novos conhecimentos que foi obtendo que teve a ensejo de escrever missas e a sua primeira ópera (hoje perdida) Der Krumme Teufel. Em 1757, o barão von Fürnberg convida-o a participar nos serões de música de câmara em Weinzerl, nas próximidades de Melk. Aí Haydn compõe os primeiros divertimentos e outras peças para cordas que de um só golpe estabelecem a sua reputação e o sucesso de um novo tipo de formação musical; o quarteto de cordas.
Os anos como mestre de capela
Em 1759 (1757, de acordo com alguns), Haydn recebeu seu primeiro cargo importante, como mestre de capela (Kapellmeister), para o conde Karl von Morzin. Neste cargo, Haydn dirigiu a orquestra de câmara do conde e escreveu suas primeiras sinfonias para esta formação apenas então com 16 músicos. Para além destas actividades torna-se professor de música. É por esta altura que apaixona-se por uma das suas alunas, Theresa Keller, e propõe-lhe casamento. Porém Theresa está destinada ao convento. Haydn acaba por casar com a irmã mais velha, Maria Anna Keller. Casados a 26 de Novembro de 1760, o casal nunca teve filhos. Mais tarde teria uma amante Luigia Polzelli, cantora em Ezsterhàza.
O conde Morzin, posteriormente, sofreu problemas financeiros que o forçaram a dissolver seu estabelecimento musical e a dispensar o compositor, mas Haydn conseguiu imediatamente outro trabalho, agora como mestre de capela assistente para a família dos príncipes de Eszterházy, uma importante família da nobreza húngara e uma das famílias mais ricas e importantes do Império Austríaco. O contrato de 1761 demonstra as condições humilhantes que estariam reservados então a um músico de corte. Vestia o uniforme os criados e a exclusividade de toda a sua criação era destinada ao seu patrão. Porém apesar da dureza do contrato Haydn nunca foi tratado como um criado. Grande melómano, o príncipe Paul II Ezsterházy (1711-1762), cedo reconheceu o génio do seu subalterno e não impediria a divulgação exterior do seu trabalho a editores e ao público em geral. É porém após a morte deste último e ao lado do seu irmão, Nikolaus I Ezsterházy, apelidado à medida de Lorenzo di Medici, “o magnifico” que se desenvolverá a obra de Haydn. Grande mecenas e fanático musical, concede a Haydn todas as condições necessárias a que este desenvolva livremente o seu génio. Quando o mestre de capela incumbente Gregor Werner morreu em 1766, Haydn passou a ser o titular do cargo. Servirá esta família por mais de 30 anos.
O conde Morzin, posteriormente, sofreu problemas financeiros que o forçaram a dissolver seu estabelecimento musical e a dispensar o compositor, mas Haydn conseguiu imediatamente outro trabalho, agora como mestre de capela assistente para a família dos príncipes de Eszterházy, uma importante família da nobreza húngara e uma das famílias mais ricas e importantes do Império Austríaco. O contrato de 1761 demonstra as condições humilhantes que estariam reservados então a um músico de corte. Vestia o uniforme os criados e a exclusividade de toda a sua criação era destinada ao seu patrão. Porém apesar da dureza do contrato Haydn nunca foi tratado como um criado. Grande melómano, o príncipe Paul II Ezsterházy (1711-1762), cedo reconheceu o génio do seu subalterno e não impediria a divulgação exterior do seu trabalho a editores e ao público em geral. É porém após a morte deste último e ao lado do seu irmão, Nikolaus I Ezsterházy, apelidado à medida de Lorenzo di Medici, “o magnifico” que se desenvolverá a obra de Haydn. Grande mecenas e fanático musical, concede a Haydn todas as condições necessárias a que este desenvolva livremente o seu génio. Quando o mestre de capela incumbente Gregor Werner morreu em 1766, Haydn passou a ser o titular do cargo. Servirá esta família por mais de 30 anos. Haydn seguiu a família em todas as suas deslocações: viveram no Palácio Eszterháza em Eisenstadt, o seu palácio de inverno a cerca de 50 km. de Viena, e no Palácio Eszterháza em Fertöd, o grande palácio da família, na Hungria. Como kappelmeister, a Haydn eram confiadas uma grande quantidade de responsabilidades, incluindo a composição, a regência da orquestra, a execução de música de câmara com e para seus patrões, e desenvolvendo mesmo algumas produções de ópera italiana, dramas heróicos como Armida ou dramas cómicos como La Vera Constanza para o pequeno teatro do palácio. Tendo acesso livre à orquestra privada do príncipe e regendo-a Haydn escreveu e interpretou mais de 100 sinfonias, experimentando como ninguém o fizera neste domínio. Poucos compositores no mundo teriam nesse tempo as condições que haydn teve para a experimentação musical. Apesar do isolamento mundano que sofria, a partir de Ezsterhàza, a fama das suas novas formas musicais ultrapassava já as fronteiras do império austríaco até se ter tornado um dos compositores mais festejados da Europa. Haydn, sob autorização do príncipe começa a viajar. Em 1770 pode já dirigir as suas próprias obras em Viena. Em breve viajará a Paris a convite da austríaca Maria Antonieta. Desta época datam os tremendos sucessos das Sinfonias de Paris, tocadas perante a corte francesa e a versão orquestral das Sete Últimas Palavras de Cristo.
Durante os quase trinta anos que Haydn trabalhou para os Eszterházy, produziu uma enorme quantidade de obras e o seu estilo musical tornou-se maduro. Apesar do isolamento mundano que sofria, a fama das suas novas formas musicais ultrapassava já as fronteiras do império austríaco. Gradualmente, Haydn passou a escrever tanto para seus patrões quanto para a publicação. Haydn, sob autorização do príncipe começa a viajar. Desta época datam as Sinfonias de Paris, tocadas perante a corte francesa e perante a austríaca Maria Antonieta e a versão orquestral das Sete Últimas Palavras de Cristo.
Por volta de 1781 em Viena, Haydn conheceu e estabeleceu uma sólida amizade com Wolfgang Amadeus Mozart. Desta grande e profunda amizade sem outro paralelo na história da música e apesar das diferenças de idade (Haydn era 24 anos mais velho) nasceram influencias recíprocas. impressionou-se vivamente com o trabalho de Mozart e considerava-o superior em génio. escrevendo ao pai do Amigo, Leopold Mozart, afirmou: “digo-o perante Deus e como um homem honesto, que vosso filho é o maior compositor que eu conheço em pessoa ou em nome, porque tem o gosto e a maior das ciências da composição”. Por volta dessa época, Haydn parou de compor óperas e concertos – precisamente os dois géneros em que Mozart mais se destacou. Wolfgang, em contrapartida, considerava o mais velho um mestre e venerava-o como modelo. Chamava-lhe “Papá”,”guia” e “melhor amigo”. Dedicou seis quartetos a Haydn. Mozart, membro activo da maçonaria levou Haydn a aderir, o que sucedeu em 1785, apesar da fé católica deste último. Depois seria o fim. Nas véspera da viagem de Haydn a Londres, da qual Mozart o tentou demover por motivos de saúde, os dois amigos despediram-se pressentindo a última vez. Haydn tinha então quase sessenta anos. Mas o destino foi diverso; Haydn não poderia imaginar que a morte levaria Mozart no inverno de 1791.
As viagens por Londres
Em 1790, o príncipe Nicolau Eszterházy morre e o seu sucessor não seria um apreciador de música. Dissolve por isso toda a estrutura musical da família, ficando a pagar a Haydn uma pensão. Assim, livre das obrigações e sem problemas financeiros, Haydn pôde aceitar uma lucrativa oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon, para visitar Inglaterra e conduzir aí as suas novas sinfonias com uma grande orquestra. Estas, as sua últimas 14 sinfonias, ficarão para a posteridade como as Sinfonias de Londres e são consideradas como um atingir da maturidade da sinfonia clássica. Foi um triunfo apoteótico. Haydn foi convidado a ficar em Londres tal como tinha sucedido anteriormente com Georg Handel. Recusou porém e retornou à Áustria.
Os últimos anos em Viena

Haydn retorna a Viena onde construiu uma casa e voltou-se para a composição de grandes obras religiosas para coro e orquestra. Entre estas últimas contam-se os últimos nove quartetos, os oratórios A Criação, As Estações o Te Deum e seis missas dedicadas à família Eszterházy, cujo actual príncipe era novamente um melómano à imagem de Nicolau e competiu para a reaproximação. Estas obras marcam o ponto máximo da obra musical de Haydn.
A partir de 1802, Haydn já começa a dar sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor, o que foi especialmente duro para si, visto que não lhe paravam de surgir novas ideias musicais. Haydn foi acarinhado nestes anos pelo seu pessoal doméstico e recebeu muitos visitantes e honras públicas, mas tal não lhe terá diminuído a tristeza derivada da inactividade.
Haydn faleceu em casa no ano de 1809, aos 77 anos, durante um violento bombardeamento nas vésperas da tomada de Viena pelo exército de Napoleão Bonaparte.
Aparência e personalidade
Haydn era conhecido entre seus contemporâneos pela sua personalidade tranquila e optimista. Tinha um apurado senso de humor, que pode ser apreciado em alguma da sua música: na Sinfonia nº45 em fá sustenido menor, chamada A Despedida, fez com que os músicos fossem parando de tocar um de cada vez, fechassem a partitura e saíssem da sala, até que só sobrasse dois únicos executantes no final, como forma de mostrar ao príncipe que eles faziam jus a um tratamento mais condigno, visto que eram considerados meros serviçais do palácio. O príncipe, que era perspicaz, entendeu a mensagem passando a dar melhor atenção aos músicos de sua orquestra. Em alguns casos, ele introduzia uma nota forte súbita, para evitar que os espectadores dormissem durante a execução. Era particularmente respeitado pelos músicos da corte que ele supervisionou, assim como os tratava cordialmente e representava efectivamente os interesses dos músicos para o empregador. Haydn também tinha uma fé católica fervorosa. Sempre que terminava uma composição, escrevia as palavras “Laudate Deo” (“Glória a Deus”), ou alguma expressão parecida no fim do manuscrito. Suas diversões preferidas eram a caça e a pesca.
Haydn era feio (para o padrão de beleza dominante na época) e de baixa estatura, ficava surpreso quando as mulheres o seguiam durante as visitas a Londres. Cada um dos vários artistas que pintaram a face de Haydn durante sua vida tentou deixar transparecer sua personalidade agradável, apesar de não se enquadrar naquele padrão de beleza.
Obra
Haydn é considerado o pai da sinfonia clássica e do quarteto de cordas, além de ter escrito muitas sonatas para piano, trios, divertimentos e missas, que se tornou a base do estilo clássico de composição de música erudita. Além disso, escreveu também algumas músicas de câmara, óperas e concertos, que hoje não são tão conhecidos. Haydn foi o maior influenciador do estilo da época. O desenvolvimento da forma-sonata de um esquema rígido em uma maneira sutil e flexível de expressão musical, que se tornou dominante no pensamento musical clássico, é devido quase que completamente a Haydn. Ele também criou a forma sonata, a forma de variação dupla, e foi também o primeiro a integrar a fuga e outros modelos contrapontísticos à forma clássica.
Ludwig van Beethoven
julho 22, 2009 por coordenador
Arquivado em clássicos

Ludwig van Beethoven (Bonn, 16 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor erudito alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem, como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. “O resumo de sua obra é a liberdade”, observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), “a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”.
Biografia
Família
Beethoven foi batizado em 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior, na Renânia do Norte (Alemanha). Sua família era de origem flamenga, cujo sobrenome significava
horta de beterrabas e no qual a partícula van não indicava nobreza alguma. Seu avô, Lodewijk van Beethoven - também chamado Luís na tradução -, de quem herdou o nome, nasceu na Antuérpia, em 1712, e emigrou para Bonn, onde foi maestro de capela do príncipe eleitor. Descendia de artistas, pintores e escultores, era músico e foi nomeado regente da Capela Arquiepiscopal na corte da cidade de Colónia. Na mesma capela, seu filho, o pai de Ludwig, era tenor e também leccionava. Foi dele que Beethoven recebeu as suas primeiras lições de música, o qual o pretendeu afirmar como menino prodígio ao piano, tal seria a facilidade demonstrada desde muito cedo para tal. Por isso o obrigava a estudar música todos os dias, durante muitas horas, desde os cinco anos de idade. No entanto, seu pai terminou consumido pelo álcool, pelo que a sua infância se manifestou como infeliz, por isso.
Sua mãe, Maria Magdalena Kewerich (1746-1787), era filha do chefe de cozinha do príncipe da Renânia, Johann Heinrich Keverich. Casou-se duas vezes. O primeiro marido foi Johann Leym (1733-1765). Tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou-se com Johann van Beethoven (1740-1792). Tiveram sete filhos: o primeiro, Ludwig Maria, que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 56 anos; o terceiro, Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta, Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto, Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade e a sétima, Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com apenas um ano de idade. Portanto, Beethoven – que foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai – teve sete irmãos, cinco dos quais morreram na infância. Quanto aos irmãos vivos, Beethoven foi o primeiro, Kaspar foi o segundo e Nicolaus o terceiro.
Início de Carreira
Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe (1748-1798), o melhor mestre de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres alemães da música. Numa carta publicada em 1780, pela mão de seu mestre, afirmava que seu discípulo, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e que o apresentava como um segundo Mozart. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor, de onde se destacam alguns Lieds. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai - alcoolismo. Foi neste ano que conheceu um jovem Conde de Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de ir estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte de sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos de idade, teve que lutar contra dificuldades financeiras, já que seu pai tinha perdido o emprego, devido ao seu já elevado grau de alcoolismo.
Foi o regresso de Viena que o motivou a um curso de literatura. Foi aí que teve o seu primeiro contacto com Ideais da Revolução Francesa, com o Iluminismo e com um movimento literário romântico: Sturm und Drang - Tempestade e Ímpeto/Paixão; dos quais, um dos seus melhores amigos, Friedrich Schiller, foi, juntamente com Johann Wolfgang von Goethe, dos líderes mais proeminentes deste movimento, que teria uma enorme influência em todos os sectores culturais na Alemanha.
Viena
Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde, afora algumas viagens, permanecerá para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto à primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras (1793-1795). O seu Opus 1 é uma colecção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op.2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade.
Surdez em Viena
Foi em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões.
Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo. Meu coração e meu ânimo sentiam-se desde a infância inclinados para o terno sentimento de carinho e sempre estive disposto a realizar generosas acções; porém considerai que, de seis anos a esta parte, vivo sujeito a triste enfermidade, agravada pela ignorância dos médicos.
— Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802
Consultou vários médicos, inclusive o médico da corte de Viena. Fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares; mas os seus ouvidos permaneciam arrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se.
Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!
— Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802
Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida quase a tivesse perdido inteiramente, condições que não o impediram de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas.
O Gênio
No entanto, o seu verdadeiro gênio só foi realmente revisado com a publicação das suas Op. 7 e Op. 10, entre 1796 e 1798: a sua Quarta Sonata para Piano em Mib Maior, e as suas Quinta em Dó Menor,
Sexta em Fá Maior e Sétima em Ré Maior Sonatas para Piano.
Em 2 de Abril de 1800, a sua Sinfonia nº1 em Dó maior, Op. 21 faz a sua estreia em Viena. Porém, no ano seguinte, confessa aos amigos que não está satisfeito com o que tinha composto até então, e que tinha decidido seguir um novo caminho. Em 1802, escreve o seu testamento, mais tarde revisto como O Testamento de Heilingenstadt, por ter sido escrito na localidade austríaca de Heilingenstadt, então subúrbio de Viena, dirigido aos seus dois irmãos vivos: Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) e Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848).
Finalmente, entre
1802 e 1804, começa a trilhar aquele novo caminho que ambiciona, com a apresentação de Sinfonia nº3 em Mi bemol Maior, Op.55, intitulada de Eróica. Uma obra sem precedentes na história da música sinfônica, considerada o início do período Romântico, na Música Erudita. Os anos seguintes à Eroica foram de extraordinária fertilidade criativa, e viram surgir numerosas obras-primas: a Sonata para Piano nº 21 em Dó maior, Op.53, intitulada de Waldstein, entre 1803 e 1804); a Sonata para Piano nº 23 em Fá menor, Op.57, intitulada de Appassionata, entre 1804 e 1805; o Concerto para Piano nº 4 em Sol Maior, Op.58, em 1806; os Três Quartetos de Cordas, Op.59, intitulados de Razumovsky, em 1806; a Sinfonia nº 4 em Si bemol Maior, Op.60, também em 1806; o Concerto para Violino em Ré Maior, Op.61, entre 1806 e 1807; a Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op.67, entre 1807 e 1808; a Sinfonia nº 6 em Fá maior, Op.68, intitulada de Pastoral, também entre 1807 e 1808; a Ópera Fidelio, Op.72, cuja versão definitiva data de 1814; e o Concerto para Piano nº 5 em Mi bemol Maior, Op.73, intitulado de Imperador, em 1809.
Ludwig escreveu ainda uma Abertura, música destinada a ilustrar uma peça teatral, uma tragédia em cinco actos de Goethe: Egmont. E muito se conta do encontro entre Johann Wolfgang von Goethe e Ludwig van Beethoven.
“Uma criatura completamente indomável.”
— ‘Johann Wolfgang von Goethe, sobre Ludwig van Beethoven
Crise Criativa
Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho levaram-o a uma crise criativa, que faria com que durante esses anos ele escrevesse poucas obras importantes.
Neste espaço de tempo, escreve a Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op.92, entre 1811 e 1812, a Sinfonia nº 8 em Fá Maior, Op.93, em 1812, e o Quarteto em Fá Menor, Op.95, intitulado de Serioso, em 1810.
A partir de 1818, Ludwig, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: a Sonata nº 29 em Si bemol Maior, Op.106, intitulada de Hammerklavier, entre 1817 e 1818; a Sonata nº 30 em Mi Maior, Op.109 (1820); a Sonata nº 31 em Lá bemol Maior, Op.110 (1820-1821); a Sonata nº 32 em Dó Menor, Op.111 (1820-1822); as Variações Diabelli, Op.120 (1819.1823), a Missa Solemnis, Op.123 (1818-1822).
Derradeiros Anos
A culminância destes anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op.125 (1822-1824), para muitos a sua maior obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, “Ode à Alegria”, feita pelo próprio Ludwig van Beethoven.
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até à morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
— parte do verso da Ode à Alegria, de Friedrich Schiller, utilizado por Ludwig van Beethoven.
A obra de Beethoven refletiu em um avivamento cultural. Conforme o historiador Paul Johnson, “Existia uma nova fé e Beethoven era o seu profeta. Não foi por acidente que, aproximadamente na mesma época, as novas casas de espetáculo recebiam fachadas parecidas com as dos templos, exaltando assim o status moral e cultural da sinfonia e da música de câmara.”
Os anos finais de Ludwig foram dedicados quase exclusivamente à composição de Quartetos para Cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras, como o Quarteto em Mi bemol Maior, Op.127 (1822-1825); o Quarteto em Si bemol Maior, Op.130 (1825-1826); o Quarteto em Dó sustenido Menor, Op.131 (1826); o Quarteto em Lá Menor, Op.132 (1825); a Grande Fuga, Op.133 (1825), que na época criou bastante indignação, pela sua realidade praticamente abstrata; e o Quarteto em Fá Maior, Op.135 (1826).
De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projectava escrever um Requiem. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram no seu funeral, entre elas Franz Schubert. Faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia.
Síntese de sua vida artística
A sua vida artística poderá ser dividida - o que é tradicionalmente aceite desde o estudo, publicado em 1854, de Wilhelm von Lenz - em três fases: a mudança para Viena, em 1792, quando alcança a fama de brilhantíssimo improvisador ao piano; por volta de 1794, se inicia a redução da sua acuidade auditiva, fato que o leva a pensar em suicídio; os últimos dez anos de sua vida, quando fica praticamente surdo, e passa a escrever obras de carácter mais abstrato.
Em 1801, Beethoven afirma não estar satisfeito com o que compôs até então, decidindo tomar um “novo caminho”. Dois anos depois, em 1803, surge o grande fruto desse “novo caminho”: a sinfonia nº3 em Mi bemol Maior, apelidada de “Eroica”, cuja dedicatória a Napoleão Bonaparte foi retirada com alguma polêmica. A sinfonia Eroica era duas vezes mais longa que qualquer sinfonia escrita até então.
Em 1808, surge a Sinfonia nº5 em Dó menor (sua tonalidade preferida), cujo famoso tema da abertura foi considerado por muitos como uma evidência da sua loucura.
Em 1814, na segunda fase, Beethoven já era reconhecido como o maior compositor do século.[carece de fontes?]
Em 1824, surge a Sinfonia nº9 em Ré Menor. Pela primeira vez na história da música, é inserido um coral numa sinfonia, inserida a voz humana como exaltação dionisíaca da fraternidade universal, com o apelo à aliança entre as artes irmãs: a poesia e a música.
Beethoven começou a compor música como nunca antes se houvera ouvido. A partir de Beethoven a música nunca mais foi a mesma. As suas composições eram criadas sem a preocupação em respeitar regras que, até então, eram seguidas. Considerado um poeta-músico, foi o primeiro romântico apaixonado pelo lirismo dramático e pela liberdade de expressão. Foi sempre condicionado pelo equilíbrio, pelo amor à natureza e pelos grandes ideais humanitários[carece de fontes?]. Inaugura, portanto, a tradição de compositor livre, que escreve música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou a um nobre. Hoje em dia muitos críticos o consideram como o maior compositor do século XIX, a quem se deve a inauguração do período Romântico, enquanto que outros o distinguem como um dos poucos homens que merecem a adjetivação de “gênio”.
Curiosidades
Ludwig era canhoto e devido à sua tez morena e cabelos muito negros, tratavam-no de “o espanhol”.
Dentre seus problemas de saúde, ficou com o rosto marcado pela varíola.
Otto Maria Carpeaux, na sua obra Uma Nova História da Música, afirma que Ludwig assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia, ao lado de Umlauf, que a regeu - como ficou registrado por Schindler e mais tarde por Grove -, mas abstraído na leitura da partitura, não pôde perceber que estava sendo ovacionado até que Umlauf, tocando no seu braço, voltou a sua atenção à sala, e então Beethoven inclinou-se diante do público que o aplaudia.
Hans von Bülow refere-se a Beethoven como um dos “três Bs da música” (os outros dois seriam Bach e Brahms), considerando as suas 32 sonatas para piano como o Novo Testamento da música.
Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Wolfgang Amadeus Mozart, mas não existe nenhum fato histórico que possa comprovar esta hipótese. No entanto, existem histórias de seu encontro, como por exemplo, uma que refere um Mozart absorto no seu trabalho, na composição de Don Giovani, que não terá tido tempo de lhe prestar a devida atenção. Uma outra, bem mais interessante, relaciona, não só o seu encontro, como o seu envolvimento, ao qual se refere a seguinte frase:
“Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar.”
— Mozart, sobre Beethoven
Obras
- Nove sinfonias, dentre elas a Nona, sua última sinfonia, a que mais se consagrou no mundo inteiro
- Cinco concertos para piano
- Concerto para violino

- “Concerto Tríplice” para piano, violino, violoncelo e orquestra
- 32 sonatas para piano (ver abaixo relação completa das sonatas):
- 16 quartetos de cordas
- 1 septeto de cordas para piano
- Dez sonatas para violino e piano
- Cinco sonatas para violoncelo e piano
- Doze trios para piano, violino e violoncelo
- “Bagatelas” (Klenigkeiten) para piano, entre as quais a famosíssima Bagatela para piano “Für Elise” (”Para Elisa”)
- Missa em Dó Maior
- Missa em Ré Maior (”Missa Solene”)
- Oratório “Christus am Ölberge”, op. 85 (”Cristo no Monte das Oliveiras”)
- “Fantasia Coral”, op. 80 para coro, piano e orquestra
- Aberturas
- Danças
- Ópera Fidelio
- Canções

Aleijadinho - Antônio Francisco Lisboa
julho 21, 2009 por coordenador
Arquivado em escultura
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, (Vila Rica, 29 de agosto de 1730 — Vila Rica, 18 de novembro de 1814) foi um escultor, entalhador, desenhista e arquiteto no Brasil colonial.
Com um estilo relacionado ao barroco e especialmente ao rococó, é considerado o maior expoente da arte colonial em Minas Gerais (comumente chamada barroco mineiro) e no Brasil colônia em geral. Toda sua obra foi realizada em Minas Gerais, especialmente nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas do Campo. Os principais monumentos que contém suas obras são a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Biografia
Muitas dúvidas cercam a vida de Antônio Francisco Lisboa. Praticamente todos os dados sobre sua vida são derivados de uma biografia escrita em 1858 pelo jurista Rodrigo José Ferreira Bretas, 44 anos após a morte do Aleijadinho, baseando-se em documentos e depoimentos de pessoas que conheceram o artista.
O mais importante dos documentos em que se baseou Bretas foi uma “Memória” escrita em 1790 por um vereador da cidade de Mariana. Neste documento, cujo original se perdeu, é feito um amplo relatório acerca do estado das artes nas Minas Gerais, incluindo alguns dados sobre o Aleijadinho relacionados a sua formação artística e sua participação em algumas obras. Também é mencionado que Antônio Francisco era filho de um afamado mestre-de-obras português, Manuel Francisco Lisboa, que além de construtor atuava como arquiteto.
A data de nascimento do Aleijadinho é motivo de controvérsia. De acordo com o biógrafo Bretas, Antônio Francisco nasceu no ano de 1730 em Vila Rica (atual Ouro Preto) na frequesia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, sendo filho de Manuel Francisco Lisboa e sua escrava africana, Isabel (ou Izabel). O filho, nascido escravo, foi alforriado no batismo. A certidão de batismo encontrada por Bretas dá a data de 29 de agosto de 1730 para o nascimento de Antônio. As dúvidas derivam do fato de que o nome do pai que figura na certidão é Manuel Francisco da Costa, e não Lisboa, o que poderia ser devido a um erro do escrivão. Outra fonte de dúvidas é a certidão de óbito do Aleijadinho, datada de 18 de novembro de 1814, na qual consta que o artista faleceu aos 76 anos de idade. A confiar neste documento, ele deveria haver nascido em 1738.
Antônio Francisco teve um filho natural – fora do casamento - aos 47 anos, a quem chamou Manuel Francisco Lisboa, mesmo nome do avô. Teve também vários meio-irmãos, frutos do casamento do seu pai. Um destes meio-irmãos, padre Félix Antônio Lisboa, também foi escultor.
Formação
Segundo Bretas, Antônio Francisco sabia ler e escrever e poderia haver estudado latim. Sobre sua formação artística, a “Memória” do vereador de Mariana indica que Antônio Francisco teria recebido lições de seu pai e do desenhista e pintor português João Gomes Batista. Também Antônio Francisco Pombal, irmão do pai do Aleijadinho e portanto seu tio, era um afamado escultor e poderia ter participado da educação do jovem Antônio. Os críticos também apontam os escultores portugueses Francisco Xavier de Brito e José Coelho de Noronha como possíveis influências. Com Coelho de Noronha o Aleijadinho trabalhou efetivamente no início de sua carreira, cerca de 1758, nas obras de talha da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Caeté.
Alguns acreditam que Antônio Francisco poderia haver viajado ao Rio de Janeiro – então capital da colônia – na década de 1770, cuja fervilhante atividade artística também poderia ter influenciado o artista. Não há, porém, provas documentais de tal viagem.
Doença e morte
Na descrição de Bretas, Antônio Francisco era “pardo escuro, tinha a voz forte, a fala arrebatada e o gênio agastado; a estatura era baixa, o corpo cheio e mal configurado, o rosto e a cab
eça redondos, e esta volumosa; o cabelo preto e anelado, o da barba cerrado e basto; a testa larga, o nariz retangular e algum tanto pontiagudo, os beiços grossos, as orelhas grandes e o pescoço curto.”
A partir de 1777, o artista começou a sofrer os sintomas de uma misteriosa doença que lhe causou deformidades no corpo e que lhe valeram a alcunha de “Aleijadinho”. Bretas diz que Antônio sofria dores horríveis e que eventualmente perdeu os dedos dos pés e teve de andar de joelhos. Também terminou por perder os dentes e os dedos das mãos, e suas deformidades teriam feito com que trabalhasse escondido por tendas para que as pessoas não o observassem. Seu escravo Maurício seria o responsável por atar a suas mãos os cinzéis com os quais esculpia. Atualmente se debate que doença poderia ter causado esses problemas ao Aleijadinho, dividindo-se as opinioes entre sífilis, reumatismo, porfíria, hanseníase, lepra e poliomielite. É muito provável que os sintomas devastadores descritos por Bretas sejam um tanto exagerados, uma vez que seria muito difícil que com tamanhas mutilações o Aleijadinho pudesse ter esculpido suas últimas obras em Congonhas do Campo.
Ainda segundo Bretas, o Aleijadinho morreu pobre e abandonado. Nos últimos anos de sua vida viveu na casa de sua nora Joana, que cuidou-o até a morte, ocorrida em 1814. A certidão de óbito encontrada no arquivo da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias diz o seguinte: “Aos dezoito de Novembro de mil oitocentos e quatorze, falleceo Antonio Francisco Lisboa, pardo solteiro de setenta e seis anos, com todos os Sacramentos encomendado Boa Morte e para clareza fiz passar este assento e que me assigno O Codjor José Como. De Moraes.”
Obra

Como ocorre com outros artistas coloniais, a atribuição de obras ao Aleijadinho é dificultada pelo fato dos artistas da época não assinarem suas obras e pela escassez de fontes documentais. Em geral os documentos como contratos e recibos acordados entre as irmandades religiosas e os artistas são as fontes mais seguras para a atribuição de autorias. Também outros documentos, como a “Memória” do vereador de Mariana transcrito por Bretas e a tradição oral são elementos úteis. Por último, comparaçoes estilísticas entre as obras conhecidas com obras de autoria desconhecida podem ser usadas para atribuir uma determinada obra a um artista.
O Aleijadinho foi essencialmente um escultor, trabalhando tanto no entalhe de imagens, retábulos e outros elementos de madeira (talha) como na escultura em pedra-sabão, com a qual realizou elementos de portadas de igrejas e também lavabos e estátuas de vulto, como os Profetas do adro do Santuário de Congonhas. Ele também atuou como arquiteto, ainda que a natureza e significado de suas obras nesse campo seja motivo de controvérsia.
Lista de obras
Sabará
- Igreja de Nossa Senhora do Carmo - o cancelo, coro sustentado por Atlantes, púlpitos, esculturas em pedra sabão sobre a porta principal e frontão;

- Matriz de Nossa Senhora da Conceição - grade de madeira do batistério;
- Museu do Ouro - imagem de Santana Mestra
Ouro Preto
- Hospício da Terra Santa – Projeto e execução do chafariz em esteatita, situado nos fundos do monastério;
- Palácio dos Governadores – Risco em sagüínea do chafariz interno (1752); feito de uma mesa de jacarandá preto; dois bancos de encosto e dois bancos torneados (1761), peças não identificadas;
- Chafariz do Pissarrão – Projeto do chafariz situado no Alto da Cruz, antiga rua Larga, proximidade da Igreja de Santa Ifigênia (1761); busto de Afrodite no remate do frontão;
- Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Modificação do projeto original (1770); altares colaterais de Nossa Senhora da Piedade (1807) e de São João Batista (1809); acréscimo dos camarins e guarda-pós dos altares de Santa Madalena e Santa Luzia;
- Casa do Açougue Público – Projeto e especificação do açougue (1771), obra demolida em 1797;
- Igreja de São Francisco de Assis – Esculturas dos tambores ogivais dos púlpitos, em esteatita, representando episódios bíblicos (1772); barrete da capela-mor (1773–74); projeto atual da portada (1774–75); risco da tribuna do altar-mor (1778–79); feitio das pedras Dara (1789); retábulo da capela-mor (1790–94) (elaborado com a colaboração dos entalhadores Henrique Gomes de Brito, Luís Ferreira da Silva e Faustino da Silva Correia); projeto de dois altares colaterais consagrados a São Lúcio e Santa Bona (executados com alterações por Vicente Alves da Costa, em 1829);
- Igreja de São José – Projeto do retábulo da capela-mor (1773, posteriormente alterado); modificações produzidas no risco da fachada (1772);
- Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões – Risco da primitiva capela-mor; revisão do projeto e verificação final da obra (1775–78), que foi depois demolida em 1805.
Nova Lima
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Nova Lima — Altar-mor, altares laterais, púlpitos, coro e batistério, procedentes da Fazenda Jaguara, doação de George Chalmers, antigo superintendente da Mina de Morro Velho, quando adquiriu a fazenda.
Tiradentes
- Matriz de Santo Antônio - risco do frontispício e das grades do corpo da igreja.
São João del-Rei
- Igreja de São Francisco de Assis - risco dos altares colaterais; risco da portada; imagem de São João Evangelista
- Igreja Nossa Senhora do Carmo - risco e execução da maior parte das esculturas da portada
Congonhas
- Santuário do Bom Jesus de Matosinhos - imagens dos Passos da Paixão nas capelas; estátuas dos Profetas no adro da igreja; caixa do órgão (desaparecida); relicários.
« É com ele (O Aleijadinho) que, no domínio da escultura e da arquitetura, começa uma arte brasileira colonial e ao mesmo tempo uma pintura, não mais lusitana, porém local pelos seus temas, pela afirmação da contribuição africana(…) e pelas suas nuances totalmente tropicais. »�
‘’C’est avec lui que, dans le domaine de la sculpture et de l’architecture, débute un art brésilien colonial, en même temps qu’une peinture qui n’est plus lusitanienne mais locale par ses thèmes, par l’affirmation de la contribution africaine(…) et par les teintes tout à fait tropicales dont elle s’accompagne’’�
(Aleijadinho, sculpteur baroque(Iconographia) : Edition dirigée par Laura Casalis et Sylvie Delassus ; Introduction : Orlandino Seitas Fernandes ; Traduction : Nino Franck ; Editeurs : F.M.Ricci Editore, Milan et Société Nouvelle des éditions du Chêne, Paris, 1979).
Albrecht Dürer
julho 19, 2009 por alma_branca
Arquivado em pintura

Self-portrait (1500), óleo sobre tela
Albrecht Dürer (21 de Maio, 1471 – 6 de Abril, 1528) foi um pintor, entalhador e matemático alemão. Ele nasceu e morreu em Nuremberg, Alemanha e é mais conhecido como um dos maiores criadores das old master prints, junto com Rembrandt e Goya. Suas pinturas foram comumente executadas em série, incluindo o Apocalypse (1498) e suas duas séries da paixão de Cristo, a Great Passion (1498 – 1510) e a Little Passion (1510 – 1511).
As mais conhecidas gravuras de Dürer incluem Knight, Death, and the Devil (Ritter, Tod und Teufel (Der Reuther)) (1513), Saint Jerome in his Study (Hieronymus) (1514) e Melencolia I (1514), as quais foram objeto de extensas análises e especulações. Suas imagens mais representativas são seus entalhes na madeira de Four Horsemen of the Apocalypse (1497 – 1498) da série Apocalypse, o “Rhinoceros”, e numerosos auto-retratos em óleo.
Dürer possivelmente não cortou seus próprios blocos de madeira mas pode ter empregada um entalhador habilidoso que seguiu seus desenhos fielmente. Ele pintou uma série de trabalhos religiosos em óleo e fez várias aquarelas e desenhos brilhantes, as quais através de modernas reproduções são agora talvez seus trabalhos mais conhecidos.
Suas pinturas estabeleceram sua reputação pela Europa quando ele tinha cerca de 20 anos, e ele tem sido convencionalmente lembrado como o maior artista da Renascença no Norte da Europa desde então.
Trabalhos

Ritter, Tod und Teufel (Der Reuther), 1513

Hieronymus, 1514

Melancholia I
















