Em três anos, 10% da população muda de classe social no Brasil, diz Ipea

novembro 5, 2009 por debora  
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Os brasileiros que subiram de classe social entre os anos de 2005 e 2008 somaram 18,5 milhões, mostra levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quinta-feira. O número representa quase 10% da população do país, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes.

Baseado na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, o estudo mostra que 11,5 milhões de pessoas passaram para o nível de maior renda, enquanto outros 7 milhões passaram para a classe média.

Segundo o Ipea, a partir de 2005, o “Brasil registra uma importante inflexão na evolução da identidade social da população.”

O instituto repartiu a população do país em 2001 em três partes iguais. No primeiro terço ficaram as pessoas com rendimento de até R$ 188 mensais no ano de 2008. No segundo terço, que compreende o segmento intermediário de renda, ficaram aqueles dentro do intervalo de rendimento individual de R$ 188 a R$ 465 mensais. Por fim, no terceiro, que representa o estrato superior da renda, estão os rendimentos individuais acima de R$ 465 mensais.

A partir da divisão populacional em três partes equivalentes se tornou possível retroagir e avançar no tempo em relação ao ano de 2001. Com a atualização do valor do rendimento individual, em termos reais, constitui-se a evolução da população brasileira em conformidade com a repartição dos três principais estratos de renda (baixo, médio e alto) de 1995 a 2008.

Os dados mostram também que, nos últimos anos, a população de menor renda perdeu importância dentro do conjunto, caindo de participação de 34% no total da população até 2004 para 26% em 2008 –a menor desde 1995. Mesmo assim, ressalta o Ipea, o Brasil ainda possui um quarto de sua população vivendo com rendimentos extremamente baixos.

Como consequência, as classes média e alta ganharam maior representatividade populacional. O segundo estrato de renda passou de 21,8% de participação em 1995 para 37,4% em 2008. No caso do estrato de maior renda, o saldo foi de 31,5% em 2004 para 36,6% no ano passado.

Regiões

As regiões Sudeste (36,3%) e Nordeste (34,1%) se destacam como as que mais registraram ascensões entre as classes baixa e média, uma vez que responderam por quase 71% do movimento nacional da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Em seguida, vêm Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%).

No movimento de ascensão para a classe mais alta, a região Sudeste respondeu pela incorporação de 51,2% dos indivíduos. Na sequência, ganhou importância a região Sul com 18,1%, o Nordeste com a inclusão de 16,4%, o Centro-Oeste com 7,6%, e o Norte com 6,7% de beneficiados.

Perfil

O estudo também montou o perfil dos brasileiros nas diferentes classes sociais. Segundo os dados, o meio rural ampliou levemente a presença no segmento de maior renda, passando de 6,2% em 1998 para 6,4% em 2008. Nos estratos de menor renda, a população do campo perdeu posição relativa para o meio urbano (de 39% para 32% entre 1998 e 2008).

Na distribuição por gênero, os homens reduziram a participação entre a classe mais baixa de 49,2%, em 1998, para 48,7%, em 2008 e tiveram uma pequena elevação na mais alta –de 48,9% para 49%. As mulheres melhoraram a participação na classe média, de 50,9% para 51,5% em dez anos.

Fonte: Uol Notícias

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Exportação de básicos supera a de manufaturados após 31 anos

setembro 18, 2009 por Stefanie Loureiro  
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De janeiro a agosto deste ano, participação das commodities na pauta de vendas externas subiu para 42,8%

O Brasil exportou mais commodities do que produtos manufaturados pela primeira vez nos últimos 31 anos. De janeiro a agosto, as vendas externas de produtos básicos somaram US$ 41,9 bilhões - US$ 300 milhões a mais do que os US$ 41,6 bilhões de exportações de manufaturados. A participação das commodities nas exportações atingiu 42,8%, acima dos 42,5% dos manufaturados.

A crise global é a principal responsável pela significativa mudança na pauta de exportações do País. A turbulência atingiu mais duramente os clientes brasileiros de produtos manufaturados, como os EUA e os vizinhos da América Latina. Por outro lado, com a economia local crescendo 8%, a China manteve seu apetite por commodities e se tornou o principal destino das exportações do Brasil.

A participação da China nas exportações brasileiras avançou de 9,1% de janeiro a agosto de 2008 para 14,7% em igual período deste ano. Na mesma comparação, a fatia dos EUA caiu de 14,1% para 10,2%. As fatia de exportações para a América Latina e o Caribe também recuou de 25,4% para 21,6%,

Graças à demanda chinesa, as vendas de soja em grão, que respondiam por 6,8% das exportações de janeiro a agosto de 2008, atingiram 10,3% do total. A fatia do minério de ferro nas vendas externas do País subiu de 7,7% para 9%. Já a participação dos automóveis caiu de 2,5% para 2%; das autopeças, de 1,8% para 1,5%; e dos veículos de carga, de 1,1% para 0,7%.

Para José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação Comércio Exterior do Brasil (AEB), a “primarização” da pauta de exportação é preocupante, porque torna o País mais vulnerável às oscilações de preços das commodities. Outro problema que os manufaturados enfrentam é a valorização do câmbio. Com o dólar a R$ 1,80, ficou mais difícil exportar.

“Essa receita com exportações de básicos está inflada. Não é sustentável. O mercado de commodities vive momentos de histeria”, disse Fábio Silveira, sócio da RC Consultores. Na sua avaliação, o aumento das exportações de commodities é positivo no curto prazo, porque traz mais dólares ao País. Mas, no médio, é negativo, porque os setores ligados a commodities empregam pouco.

Os analistas de comércio exterior ainda não sabem se os produtos básicos vão continuar liderando as exportações até o fim do ano. Isso vai depender da performance da economia mundial. Se os EUA e a América Latina se recuperarem mais rápido que o previsto, as vendas externas de manufaturados podem reagir.

Júlio Callegari, economista do JP Morgan, diz que a tendência de maior participação dos básicos será atenuada nos próximos meses, pois o Brasil antecipou as exportações de commodities como soja e minério de ferro na primeira metade do ano. Nas duas primeiras semanas de setembro, a média diária das exportações de manufaturados está em US$ 279,5 milhões, um pouco acima dos US$ 272 milhões dos básicos.

André Sacconato, da Tendências Consultoria, é menos otimista. “Até o fim do ano, as exportações de básicos vão superar a de manufaturados. É um reflexo da crise.” Ele crê que o crescimento mundial vai seguir liderado por países como a China. E a recuperação dos EUA só deve ocorrer a partir de 2010 ou 2011.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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FMI: recuperação começou, mas crescimento será fraco

agosto 18, 2009 por Stefanie Loureiro  
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O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, acredita que a recuperação da economia global começou, mas alerta que o caminho de crescimento antigo talvez não seja retomado. “A crise deixou cicatrizes profundas, o que afetará tanto a oferta quanto a demanda por muitos anos à frente”, escreveu Blanchard em artigo que será publicado amanhã na revista Finance & Development, do FMI. Mesmo quando a recuperação estiver firme, “a produção potencial poderá ficar abaixo do que estava antes da crise”, afirma o economista.

As economias podem enfrentar dificuldades para voltar ao crescimento “normal” por causa da demanda enfraquecida, acrescenta. Mesmo o retorno do crescimento não será suficientemente forte para reduzir o desemprego, diz Blanchard, que prevê que o desemprego não atingirá seu ponto mais alto até o próximo ano.

Blanchard destaca que os sistemas financeiros em muitos países avançados continuam disfuncionais e alertou que levará tempo para que eles encontrem sua nova forma. Ele acredita que o fluxo de capitais, que sofreu forte recuou durante a crise financeira, levará anos para ser retomado. Além disso, Blanchard sugere que as pessoas aceitem a ideia de um aumento na tributação, afirmando que isso “é inevitável”. Ele manifestou seu apoio às ações de governos para responder à crise com estímulo fiscal, mas alertou que estas medidas provavelmente não poderão ser mantidas por muito tempo. As informações são da Dow Jones.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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PIB dos EUA cai 1% no 2º trimestre; é a quarta queda seguida

julho 31, 2009 por coordenador  
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O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos caiu 1% no segundo trimestre deste ano e completou a quarta redução trimestral consecutiva, fenômeno que não acontecia desde 1947, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano.

Nos três meses anteriores, a queda foi de 6,4%, segundo dados revisados. A informação inicial mostrava recuo de 5,5%.

O número foi melhor que o esperado por analistas que era de baixa de 1,5%.

Esses dados são preliminares, segundo anúncio do Departamento. Os dados mais consistentes, que poderão conter uma revisão, serão divulgados em 27 de agosto.

Segundo o documento, a queda refletiu a continuidade da diminuição dos investimentos, dos gastos pessoais e das exportações. Mas, apesar disso, o PIB mostrou um resultado melhor que no primeiro trimestre por causa do aumento dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais, diz a nota.

Um dos destaques do documento é a indústria automotiva, que contribuiu com 0,2 ponto percentual para o PIB no segundo trimestre. Nos três meses anteriores, o setor havia contribuído negativamente com 1,69 ponto percentual para o desempenho da economia do país.

O índice de preços medido pelo Departamento do Comércio apontou deflação de 0,7% no segundo trimestre, após queda de 1,4% no primeiro trimestre. Já o núcleo do índice subiu 1,1%, acima dos 0,2% verificado no segundo trimestre.

Os gastos dos consumidores recuaram 1,2% depois do aumento de 0,6% no primeiro trimestre.

Os gastos do governo subiram 10,9% no primeiro trimestre, mostrando recuperação se comparado ao recuo de 4,3% do primeiro trimestre.

As exportações americanas para o mundo caíram 7%, ante o recuo de 29,9% do primeiro trimestre. As importações recuaram 15,1%, comparadas à diminuição de 36,4% registrada entre janeiro e março.

O investimento das empresas dos EUA caiu 8,9% no segundo trimestre, bem inferior à queda de 39,2% registrada nos três primeiros meses do ano.

Fonte: UOL (31/07/2009 - 09h49)

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