Enfermos
Vítimas de privações financeiras e sociais que impedem o acesso aos tratamentos e medicamentos

Dois estudos elaborados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mediram o tamanho das filas enfrentadas pelos pacientes do Sistema Único de Saúde. O resultado é preocupante: em média, as pessoas ficam 4,5 dias na fila à espera de vaga para qualquer tipo de internação
No caso das parturientes, estas aguardam, em média, 15 horas para serem atendidas em hospitais públicos. Há cidades, como Florianópolis e Salvador, onde a demora chega a três dias
No que tange à mortalidade infantil, o pais contou em 2001 com um número de óbitos de crianças com até 1 ano de idade em cada mil nascidas vivas de 27,43 em 2001
Dentro desse contexto, o Brasil se encontra 20 anos atrasado em relação aos países desenvolvidos - e não se sai bem mesmo quando comparado a seus “pares”, como a Argentina, cuja taxa de mortalidade infantil é 17, e o Chile, campeão do subcontinente, que registra índice 8.
O atendimento ao recém-nascido é precário no Brasil. Um exemplo: a Bahia, o estado que conta com a quarta maior população feminina do país - dispõe de apenas 14 leitos de UTI neonatal, sendo que cinco estão na capital.
Segundo estudo do Ipea, apenas 76,1% dos domicílios estão ligados à rede de distribuição de água, sendo o saneamento básico oferecido a 33,5% dos domicílios
Um estudo divulgado pela organização não-governamental Médicos sem Fronteira constatou que nos últimos 25 anos foram registradas somente 15 novas drogas contra doenças negligenciadas - como tuberculose, hanseníase malária, dengue, leishmaniose, filariose, esquissostomose e mal de Chagase - e 179 para distúrbios cardiovasculares.
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“A saúde é o resultado não só de nossos atos como também de nossos pensamentos.” Mahatma Gandhi
















